Consciência familiar: preocupados hoje pela garantia de um amanhã

Procura por investimentos e consciência familiar atrai pais com pensando no futuro dos filhos

Por Dimas Vilas Boas

Diversos tipos de perfis: pais de primeira viagem, filhos que ainda nem nasceram; pais que já acompanham um, dois ou mais filhos, pais que junto aos filhos fazem a educação financeira na prática. Independente desses padrões, considerável parte das famílias tem procurado diversos tipos de investimentos com um determinado fim: o futuro financeiro dos filhos.

Tal comportamento traz um alerta à sociedade em geral: a necessidade de se ter a Consciência Financeira dentro de casa, em família. Num país em que a economia é fortemente regida pelo comércio varejista, impulsionados por campanhas de publicidade astronômicas e um forte apelo da mídia de massa, pensar com cautela num futuro financeiro se faz necessário, sobretudo em tempos político-econômicos instáveis, como agora.

Baseado nos dias atuais, em que a Reforma da Previdência aponta um regime insustentável entre reviravoltas da economia, o investimento em longo prazo é alternativa para aqueles que procuram juntar uma reserva para os filhos. E aí entram várias modalidades que pais precisam se atentar a escolher: Poupança, planos de Previdência privada, planos de renda fixa e variável, dentre outros tantos.

Carlos Oliveira e sua esposa, Silvana, são um casal dentre tantos que resolveram se precaver. “Temos visto os problemas que a Previdência passa e possuímos o nosso plano de previdência privada faz tempo, em que contribuímos mensalmente com um determinado valor”. Além disso, os dois estenderam o plano à nova integrante da família, a pequena Lavínia, de cinco anos. “Quando nossa filha nasceu já fizemos uma programação para um valor mensal de poupança e outro de previdência”, conta Oliveira. A decisão foi tomada na necessidade de usar algum valor em caso de pequenas urgências sem prejudicar o aporte em longo prazo.


“Quando falamos de objetivos mais distantes é manter a constância. Lembrar-se de sempre aplicar seja uma quantia fixa ou uma porcentagem do seu salário para garantir o futuro dos seus filhos pode fazer uma grande diferença lá na frente” – Francis Wagner, CEO do aplicativo Renda Fixa


Estratégia parecida foi adotada pelo casal Douglas e Vanessa Silvério, desde 2013. Quando tiveram o primeiro filho, Pedro, logo aos dois meses já iniciaram um plano de previdência privada, que será ampliado com o nascimento do segundo filho, Bento, ocorrido há 50 dias. De acordo com Vanessa, que trabalha na área de seguros, a ideia é que o dinheiro seja guardado para os estudos das crianças. A consciência de ter um investimento de longo prazo foi adquirida logo após o falecimento do pai. “Eu não tinha controle de guardar dinheiro em poupança, pois qualquer imprevisto era motivo para retirar o valor guardado, a previdência debita mensalmente e nós não conseguimos retirar com facilidade sem perder parte do investimento”, conta.

Necessidade de se investir

O modelo de vida do brasileiro passou por muitas alterações nas últimas décadas. Hoje, por exemplo, a preparação para o mercado de trabalho tem suas exigências a mais, como aponta Francis Wagner, CEO do aplicativo Renda Fixa. “Ter uma graduação é algo essencial, na época dos nossos avós isso não era visto como tão importante para ter estabilidade financeira e uma carreira”. O especialista comenta ainda que os pais projetam um futuro com diferentes possibilidades sempre pensando na segurança. Garantir uma boa educação é o principal e para isso buscam investimentos de longo prazo e baixo risco.

As principais recomendações aos pais que buscam programar o futuro financeiro dos filhos são aplicar em produtos que rendam acima da inflação, para que o poder de compra seja sempre assegurado e buscar aplicações de baixo risco e segurança, como alguns produtos de renda fixa que possuem a garantia do Fundo Garantidor de Créditos ou títulos públicos com a garantia do Tesouro Nacional.

Educação financeira acessível a todos

Hoje existem diversas iniciativas de educação financeira no país. Para saber mais e ver onde elas estão acontecendo é só acessar o site da ENEF: www.vidaedinheiro.gov.br. O fato é que o efeito dessas iniciativas somente é percebido em longo prazo, assim como qualquer estratégia relacionada à educação. No entanto, desenvolver conhecimento financeiro nas pessoas é algo extremamente necessário.

Ainda conforme Wagner, um grande mito que afasta as pessoas de começarem um investimento é acreditar que é algo caro. “Com trinta reais, por exemplo, você já pode investir no Tesouro Direto, mas o importante quando falamos de objetivos mais distantes é manter a constância. Lembrar-se de sempre aplicar seja uma quantia fixa ou uma porcentagem do seu salário para garantir o futuro dos seus filhos pode fazer uma grande diferença lá na frente”.


Dimas Vilas Boas

Dimas Vilas Boas é jornalista, especialista em gestão de comunicação em mídias sociais, fotógrafo e empreendedor. Flerta com a fotografia social desde 2012, época em que criou a Foto Vilas Boas, até hoje em atividade. É apaixonado por música, turismo e biografias. Acredita que nasceu para empreender e aproximar pessoas por meio de uma comunicação autêntica e livre de amarras. Se considera do tipo de pessoa que passa horas ouvindo e compartilhando sobre a vida e suas inspirações, desde que – é claro – acompanhado de um bom café.

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