Não é jogo de azar: você pode ser um investidor na Bolsa de Valores

Com planejamento estratégico e espírito audacioso, renda variável traz mais resultados que outras modalidades de investimento

Por Dimas Vilas Boas
Rafael Bonfim, educador financeiro da Money School

Em um cenário atual em que guardar dinheiro no colchão não é tão costumeiro, os investimentos passaram a figurar como modalidade de fazer o dinheiro crescer. Entre poupanças, linhas de crédito e tantos outros nomes que podem parecer estranhos à maioria da população, um deles certamente é conhecido, porém visto com outros olhos: as ações.

Os investimentos na Bolsa de Valores, chamados também de investimentos de renda variável são descrentes de esmagadora parte da população. São brasileiros que não tem conhecimento de como funciona este tipo de investimento, que preferem uma menor rentabilidade, porém sem correrem maiores riscos ou até mesmo que não conseguem se educar financeiramente para uma “sobra” no fim do mês.

É para desmistificar todas estas teorias que a Money School, escola de educação financeira em São José dos Campos, promove palestras gratuitas, treinamentos intensivos e outras ações ligadas a diversos tipos de investimento.

De acordo com Rafael Bonfim, assessor de investimentos da Money School, ainda é preciso incentivar muito a população para conhecer e se interessar por investir. “O brasileiro está acostumado a ter rentabilidades com baixo risco. Isso já está na nossa cultura. Porém, quanto mais o Brasil se desenvolve, menores são as taxas de retorno para investimentos em renda fixa (conservador). Com isso, temos um primeiro grande desafio, mudar os padrões culturais dos investidores que buscam mais retornos dos seus investimentos. Pois é preciso estar disposto a tomar mais risco, para em busca de mais rentabilidade”.

Correr risco sim, mas de maneira estratégica

O maior tabu do investimento em ações está propriamente no fato de ser uma renda variável, ou seja, envolve riscos. Mas longe de ser um cassino em que em longo prazo, a sorte está contra você, este tipo de investimento é daqueles que ‘jogam a teu favor’, porém jogado de forma estratégica, como conta Bonfim. “Você precisa ter uma estratégia e trabalhar com a razão. Investir em ações é investir com mentalidade estratégica. Você trabalha com vinte por cento da técnica e oitenta por cento da razão, mas a verdade é uma só: você não pode entrar nesse mercado de qualquer jeito”.


“Temos um primeiro grande desafio, mudar os padrões culturais dos investidores que buscam mais retornos dos seus investimentos. Pois é preciso estar disposto a tomar mais risco, para em busca de mais rentabilidade” – Rafael Bonfim, educador financeiro da Money School


Como qualquer outro investimento em renda, o mercado de ações é muito bem servido de aparato técnico, diversas ferramentas disponíveis que ajudam o investidor a entender o mercado, como desenvolver seu aporte, calcular riscos, analisar dados, padrões gráficos e oscilações do mercado, entre tantas outras coisas. Ainda assim, o diferencial está no perfil de quem assume esta atividade. Investimentos em renda variável requer um perfil mais agressivo. Porém, é importante destacar que existem dois tipos de investidor conservador, como apresenta Bonfim. “O primeiro, é aquele que realmente não carrega um apetite para riscos. E não há problema nenhum nisso. Esse perfil não abre mão da segurança para ter mais rentabilidade. Eles defendem a ideia de ganhar menos, mas ganhar sempre. O segundo é aquele que se considera investidor conservador por não ter conhecimento em outras opções, e por esse motivo, tem medo de investir naquilo que não conhece”.

Para quem quer ingressar no mundo dos investimentos em renda variável precisa primeiro entender como funcionam, quais os riscos e como administra-los. Com isso, a mudança de categoria ocorrerá mais naturalmente. O primeiro passo é quebrar algumas crenças e assumir os riscos, literalmente, mas com responsabilidade e estratégia. Diferente do que pensam, investir em ações é para todos.


Dimas Vilas Boas

Dimas Vilas Boas é jornalista, especialista em gestão de comunicação em mídias sociais, fotógrafo e empreendedor. Flerta com a fotografia social desde 2012, época em que criou a Foto Vilas Boas, até hoje em atividade. É apaixonado por música, turismo e biografias. Acredita que nasceu para empreender e aproximar pessoas por meio de uma comunicação autêntica e livre de amarras. Se considera do tipo de pessoa que passa horas ouvindo e compartilhando sobre a vida e suas inspirações, desde que – é claro – acompanhado de um bom café.

, , , , , ,