Procrastinação e esgotamento mental: você está atento a estes vilões da produtividade?

A falta ou o excesso de atividades, aliados a um mal planejamento da rotina podem atrapalhar o desenvolvimento pessoal e profissional, afirma especialista

Da redação

Para muitas pessoas, a procrastinação já virou um hábito. Adiar atividades ou demorar um tempo maior do que o necessário para executar uma tarefa é, para muitos, uma regra no dia a dia. Para o especialista e fundador da Febracis, Paulo Vieira, a procrastinação afeta não só o rendimento do seu trabalho, mas toda a sua rotina. “Você costuma se sentir angustiado, ter a sensação de trabalhar sem descanso e não conseguir administrar os seus momentos de lazer com as horas de trabalho? Se a sua resposta for “sim”, você provavelmente é um procrastinador”, avalia.

Existem muitos motivos que tornam alguém um procrastinador. No entanto, é mais fácil adquirir o hábito quando não temos cobranças externas ou quando parece que temos um tempo longo para executar as tarefas. “Prazeres momentâneos de descanso, por exemplo, podem nos fazer adiar tarefas. Redes sociais ou aplicativos no celular podem atrair a nossa atenção por tanto tempo, que deixamos de fazer as nossas obrigações, ou quando a fazemos, fazemos de forma corrida e a qualidade fica comprometida”, pontua Vieira.

Mas como saber se você é um procrastinador? O especialista explica que, muitas vezes, são as atitudes mais simples que podem ajudar a identificar se somos ou não procrastinadores. Por isso, fique atento se você faz parte daqueles que:

  • Se distraem constantemente nas redes sociais;
  • Usam constantemente o botão da soneca;
  • Perdem prazos de inscrição em vagas de trabalho;
  • Adiam as tarefas mais complexas e que exigem mais dedicação e atenção;
  • Perdem mais tempo do que o necessário fazendo tarefas simples;
  • Inventam tarefas momentâneas e, com isso, adiam outras tarefas importantes;
  • Ligam o computador para trabalhar e se perdem navegando em sites da internet;
  • Não tem foco;
  • Não cumprem prazos ou os cumprem no último minuto;
  • Viram noites trabalhando ou estudando;
  • Deixam para fazer as coisas na última hora.

Vieira ainda explica que se essas ações fazem parte da sua rotina, você é um procrastinador. “Você está se autoboicotando, impedindo a si mesmo de atingir os seus objetivos e o seu sucesso. Por isso, é importante ficar atento em como essas ações podem estar afetando a sua vida e a sua saúde para tomar as atitudes necessárias”, acrescenta.


“Prazeres momentâneos de descanso, por exemplo, podem nos fazer adiar tarefas. Redes sociais ou aplicativos no celular podem atrair a nossa atenção por tanto tempo, que deixamos de fazer as nossas obrigações, ou quando a fazemos, fazemos de forma corrida e a qualidade fica comprometida” – Paulo Vieira, Master Coach


Como vencer a procrastinação?

Existem muitas técnicas para vencer a procrastinação, mas o primeiro passo é reconhecer quais são os seus gatilhos. Com isso, você poderá identificar quais são os seus autoboicotes para agir sobre eles. No entanto, Vieira dá algumas dicas básicas podem servir para você criar um senso de responsabilidade e urgência, que te ajudarão a parar de adiar seus compromissos.

  • Tenha uma planilha das suas atividades, seja em um caderno ou em um aplicativo;
  • Perceba quais são as suas horas mais produtivas (manhã, tarde, noite) e se organize para tirar proveito desse momento;
  • Comece o seu dia com as tarefas mais importantes;
  • Crie um senso de urgência para não adiar os seus compromissos;
  • Fique longe das distrações, como celular, redes sociais e internet;
  • Encontre prazer no processo de executar as suas tarefas;
  • Crie recompensas para as tarefas executadas e consequências para as que são adiadas;
  • Divida uma tarefa complexa em várias tarefas simples;
  • Buscar alternativas e acompanhamento especializado, como o coaching de alcance de metas, também é essencial para você atingir os seus objetivos.

E quando o problema está justamente no excesso?

Paulo Vieira, master coach e especialista em temas como Liderança, Negociação, Relações Humanas e Gestão Eficaz de Pessoas

Cada vez mais comum em diversos aspectos da vida pessoal e no ambiente de trabalho, o esgotamento mental tem causado cada vez mais impactos emocionais e físicos. Infelizmente, muitas vezes ele é um conceito associado à frescura ou à uma fragilidade pessoal, no entanto, o esgotamento mental tem raízes concretas no funcionamento do organismo.

O esgotamento mental é fruto do excesso de demanda das atividades químicas que são realizadas no cérebro e da falta de substâncias neurotransmissoras capazes de sintetizar essas atividades, resultando em estafa mental, bloqueio, ansiedade e estresse, que nem sempre recebem a devida importância. “Muitas pessoas sequer sabem que estão passando por um processo de esgotamento mental. As situações de estresse e o cansaço são normalizados, e o ciclo do esgotamento continua sendo reproduzido. O perigo dessa continuidade é o aprofundamento dos sintomas, de maneira a causar situações graves para o indivíduo, impactando na vida pessoal e profissional”, explica Vieira.

De acordo com o especialista, o esgotamento pode ser desencadeado por fatores como autocobrança, desemprego, situação financeira e sobrecarga de responsabilidades. “No âmbito do trabalho é comum ele ser desencadeado por excesso de trabalho, o que, junto com a falta de eficiência e de recursos, gera um estresse enorme. Com isso, o colaborador se sente desmotivado e sobrecarregado, perdendo todo e qualquer prazer em trabalhar. Isso pode atingir qualquer membro da empresa, seja ele o colaborador ou o gestor”, avalia.

Vieira ainda acrescenta que é importante ficar atento aos sinais listados abaixo para evitar o esgotamento mental. Além disso, ele ressalta que recorrer a ferramentas de autoconhecimento e inteligência emocional, como o Método de Coaching Integrado Sistêmico, da Febracis, podem ser alternativas importantes para este processo. Realizado há mais de 18 anos, o Método CIS já impactou mais de 350 mil pessoas. O evento é realizado todo mês em um estado diferente no Brasil.


“Muitas pessoas sequer sabem que estão passando por um processo de esgotamento mental. As situações de estresse e o cansaço são normalizados, e o ciclo do esgotamento continua sendo reproduzido. O perigo dessa continuidade é o aprofundamento dos sintomas, de maneira a causar situações graves para o indivíduo, impactando na vida pessoal e profissional” – Paulo Vieira


Se alguns dos sinais abaixo são percebidos com regularidade, é importante avaliar as condições em que eles acontecem e, acima de tudo, procurar ajuda profissional. Mais válido ainda é ter a ciência de que muito além de uma ‘frescura’ ou fragilidade, o esgotamento mental é caso de saúde sim e pode trazer consequências sérias ao seu desenvolvimento pessoal e profissional.

Sensação constante de cansaço (cansaço crônico)

É normal se sentir cansado após alguma atividade que exija muito esforço (físico ou mental), ou depois de uma sequência intensa de trabalho ou afazeres. No entanto, quando o cansaço é constante, e você se sente sempre esgotado e no seu limite, esta é uma situação que deve receber a sua atenção.

Imunidade baixa

O nosso corpo físico está diretamente interligado com o nosso emocional. Quando estamos sobrecarregados e esgotados a nossa imunidade baixa e o nosso corpo físico fica debilitado. Estar constantemente com algum problema de saúde por baixa de imunidade pode ser um sintoma de esgotamento mental.

Perda de memória

O esgotamento mental dificulta as ações neurotransmissoras, que também são responsáveis pela nossa memória. Esquecer constantemente obrigações, compromissos ou até nomes das coisas e pessoas pode estar ligado à estafa mental e não a uma questão da idade.

Baixa qualidade do sono e insônia

O estresse e a ansiedade são efeitos típicos. Com isso, nosso cérebro não consegue se desligar, trabalha intensamente e incessantemente, gerando um ciclo vicioso de esgotamento. Esse processo, muitas vezes, atrapalha a nossa capacidade de dormir e relaxar para reestabelecer as nossas funções neurotransmissoras, o que agrava ainda mais a estafa mental.

Apatia constante e generalizada

A falta de motivação e de interesse é um sintoma típico dessa situação. O que antes era razão de entusiasmo e prazer, passa a não ter mais significado. Com isso, a pessoa se torna apática, não sente vontade de se dedicar às tarefas.

Perfeccionismo

O perfeccionismo costuma ser muito valorizado, principalmente no ambiente de trabalho. No entanto, não aceitar que errar é humano e ter medo constante de cometer erros podem ser um sintoma de esgotamento mental. O perfeccionismo e o produtivismo exagerados demandam muita energia, o que pode causar ou aprofundar a estafa mental.

Descontrole

O esgotamento mental torna toda e qualquer tarefa mais difícil do que o normal, e as reações ficam exacerbadas. É normal a pessoa que está passando por esse processo se tornar reativa e perder o controle das suas emoções.

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