3 dicas para deixar as aulas mais atrativas para os alunos

No mês que em que comemora o ‘Dia da Escola’, especialista dá dicas para potencializar o processo de ensino-aprendizagem e minimizar os resquícios da pandemia durante as aulas

Da Redação | outrosquinhentos.com | São Paulo
27/03/2022 20h06

Os últimos dois anos foram completamente diferentes para a área da educação, e a pandemia obrigou inúmeros educadores a trabalharem como jamais haviam atuado. Após um grande período de desafios e prédios escolares vazios com aulas ministradas à distancia, no mês do ‘Dia da Escola’, comemorado anualmente em 15 de março, vale a reflexão sobre como fazer das escolas um local mais atrativo como o objetivo de minimizar as inseguranças advindas da pandemia.

Por outro lado, todas essas dificuldades foram decisivas para evidenciar todo o abismo existente entre o ensinar e o aprender, forçando as instituições a repensarem e investirem em novas estratégias de aprendizagem, deixando bem claro que de nada adianta o professor “passar toda matéria”, se o aluno, de fato,  não aprender, afinal, comunicação não é o que o professor passa, mas o que o aluno absorve.

Erik Penna, que é palestrante motivacional, escritor, ministrou aulas no Senac e já apresentou mais de mil palestras no Brasil e exterior, desenvolveu um método simples e intitulado 3Is para ajudar outros profissionais da área a potencializarem o processo de ensino-aprendizagem. Para ele, é possível tornar as aulas muito mais agradáveis tanto para os professores, quanto para os alunos com apenas três passos bem pontuais. Quer saber como? Confira abaixo as dicas:

1- Mais do que legal, a aula deve ser INTERESSANTE

Quantidade não é sinônimo de qualidade, ou seja, se o professor apresentar a mesma quantidade de conteúdo habitualmente apresentada em uma sala de aula presencial e numa sala de aula virtual em casa, provavelmente o nível de assimilação e aprendizado por parte do aluno, será maior no formato presencial. Em geral, os principais motivos estão a concentração, foco, participação e interação.

Outro dia escutei a mãe de uma aluna perguntando ao professor: Aonde você vai com tanta pressa, professor?

Em alguns casos no magistério, menos pode ser mais. Quantidade não é sinônimo de qualidade.

Portanto, se o educador deseja aumentar o interesse do aluno em sua apresentação, dois pontos serão fundamentais nesse objetivo:

Seletividade: já que não será possível enviar todo o conteúdo da melhor maneira possível, torna-se primordial o educador ser seletivo, e saber selecionar, pontuar e transmitir as informações mais importantes, e isso significa que o professor precisará abrir mão de apresentar algo para conseguir enfatizar outro assunto, justamente aquele relevante da sua disciplina.

Poder de síntese: além da seletividade nos assuntos a serem abordados, o poder de síntese será vital para manter os expectadores mais atentos e imbuídos em aprender o que realmente importa.

2. A comunicação é INTERATIVA?

Rodger Bailey, um especialista no comportamento humano, afirma que, a maioria é visual, 53% das pessoas são visual. Então, se quiser melhorar o índice de aproveitamento e aprendizado dos alunos, não apenas fale, mostre e o resultado será superior.

Use e abuse de imagens, vídeos, para ilustrar o que está ensinando. Vale compartilhar a tela do computador, apresentar slides coloridos e criativos, apresentar parte da aula em pé ao da TV mostrando alguns slides. Teve até uma professora de matemática que não tinha lousa nem slides em casa, então pegou um pincel preto e lecionou escrevendo no azulejo branco da sua cozinha. UAU, que exemplo fantástico de superação e inovação dessa educadora, literalmente entregando o seu melhor com os recursos disponíveis.

Interações com incentivar participações no chat, avisar que irá fazer perguntas, pedir ideias, mais do que normalmente em sala de aula, isso ajudará a manter a atenção deles no ensino à distância, até porque na escola era mais fácil se concentrar, agora em casa, há muitos ruídos na comunicação, outros integrantes e sons disputando atenção. Os pais falando, o celular tocando, o cachorro latindo, porta batendo, o irmão brigando, a campainha soando e por aí vai. O aluno tende a ir mentalmente embora da aula.

Portanto, interaja ao máximo, não faça da sua aula, um monólogo.

3. Torne o momento INESQUECÍVEL

Mais do que ensinar uma disciplina em sala de aula, os professores contribuem substancialmente na construção de seres humanos, muitos alunos se espelham nos atos e exemplos de seus professores. Portanto, uma ótima aula, não se constrói apenas com conteúdo técnico, mas com exemplos, histórias e reflexões sobre a vida.

Quer ser lembrado como mestre e educador. Seja um contador de histórias. Jesus Cristo fala através de parábolas. Histórias são gatilhos mentais, ou seja, estímulos cerebrais que influenciam diretamente as nossas escolhas cotidianas e decisões mundanas.

Sempre traga um exemplo prático, atual ou emocionante para sua aula. Lembre-se ainda, o mágico deixa a melhor mágica para o final. Então, se possível, encerre sua apresentação, com chave de ouro. E se a história for curiosa, instigante ou emocionante, ela fixará na mente e marcará verdadeiramente a vida de muitos alunos.

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