A importância da fisioterapia na paralisia facial

Tratamento é eficaz e ajuda na melhora da autoestima do paciente

Da Redação | outrosquinhentos.com | São Paulo
23/02/2022 01h30

A paralisia cerebral é um distúrbio que acomete a nossa face. Essa paralisia pode ser total ou parcial, e pode ser classificada em paralisia central ou periférica. De acordo com a fisioterapeuta do Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE), Caroline Joaquim, em ambos os casos a fisioterapia traz ótimos resultados e deve ser iniciada o quanto antes.

“Com a paralisia, os pacientes têm o seu psicológico e autoestima muito afetados, já que acabam perdendo parte da sua expressão facial e da sua autonomia e, por isso, o tratamento é muito importante, já pode ser iniciado assim que houver o diagnóstico. Ele vai ajudar o paciente a manter a integridade muscular e sensitiva até que haja a recuperação dos sintomas, trazendo ótimos resultados”, esclarece.

Para esse tratamento, Caroline explica que são usados recursos diferentes, de acordo com cada característica apresentada pelo paciente, entre elas: cinesioterapia, kabat, crioterapia, bandagem, laser e eletroestimulação. Vale lembrar, ainda, que os exercícios não devem ser utilizados todos os dias.

“Os músculos da face entram em estado de fadiga muito fácil e o excesso de fisioterapia pode fazer mal. O recomendado é que o tratamento seja feito de 3 a 4 vezes por semana, com sessões mais curtas. O tempo médio costuma variar entre 3 meses e 1 ano”.

Para você entender melhor, existem dois tipos de paralisia, a primeira é a paralisia central e acontece quando a área acima ou dentro do tronco cerebral é afetada, sendo comum em casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC).

“Os sintomas costumam ser diferentes da paralisia periférica, já que os músculos da metade superior da hemiface se mantêm preservados. Neste caso, costumamos ver uma forma mais evidente do desvio da rima – sorriso “torto”. Além disso, na paralisia central, a assimetria da face costuma ser acompanhada por outros sintomas motores (em caso de AVC), como diminuição da força de braço e perna”.

Já a paralisia periférica acontece com o comprometimento dos nervos da face, causando uma dificuldade ou incapacidade de fechar os olhos ou mover o lábio do lado que foi afetado. Algumas das causas dessa paralisia podem ser uma alteração brusca de temperatura, estresse, ansiedade, traumatismo ou infecções virais, como herpes simplex, zoster, citomegalovírus, entre outros.

“Alguns sintomas da paralisia periférica podem englobar alteração gustativa, de salivação, lacrimejamento, além de hiperacusia (aumento da acuidade auditiva) e hipoestesia (diminuição da sensação) do canal auditivo externo. Isso porque o nervo facial é misto, ou seja, responsável por funções motoras (músculos) e sensitivas.  Porém, ela costuma ser de fácil tratamento. Em pouco tempo podemos ver resultados positivos”, finaliza a fisioterapeuta.

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