Amamentação: Leite materno não transmite vírus da Covid-19

Especialista da Santa Casa de São José dos Campos esclarece questão; agosto é mês de conscientização

Da Redação | outrosquinhentos.com | São José dos Campos

Com a pandemia, algumas dúvidas surgiram para as novas e futuras mamães, sendo uma delas se o recém-nascido pode se infectar com o coronavírus pela amamentação.

Agosto é celebrado nacionalmente como o mês de Aleitamento Materno e a campanha Agosto Dourado reforça a conscientização do assunto e, especialmente nesse momento, traz esclarecimentos sobre a questão.


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A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde é manter o aleitamento materno em livre demanda, de modo exclusivo, até seis meses.

O coordenador da UTI Pediátrica e Neonatal da Santa Casa de São José dos Campos, Lucas Fadel, explica que a mãe que estiver com suspeita ou ter o diagnóstico de Covid-19 e estiver com boas condições de saúde, não precisa suspender a amamentação.

“O vírus não passa pelo leite e o leite da mãe com infecção prévia, atual e/ou vacinação passa anticorpos contra a Covid-19 para o bebê”, ressalta.

De acordo com o especialista, os cuidados preventivos devem ser mantidos.

“Todos os métodos preventivos devem continuar sendo praticados, como o uso de máscara e a higienização das mãos na hora de amamentar, trocar a máscara imediatamente em caso de tosse ou espirro e utilizar outra a cada nova mamada. Importante também buscar orientações com o médico que assiste essa mãe”, fala.

Para as mães que tomaram a vacina, no caso de reações adversas consideradas leves, como mal-estar e febre, a amamentação pode ser mantida. Em casos graves, um médico deve ser consultado.


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Fadel pontua que mesmo com a orientação dos órgãos de saúde recomendando que as lactantes continuem amamentando, é importante respeitar o sentimento da mãe e oferecer uma solução que a deixe segura em relação a saúde de seu filho.

“Em alguns casos, as mães que possuem o diagnóstico de Covid-19 têm medo de chegar perto do filho e transmitir o vírus. Quando isso ocorre, é preciso ter empatia e oferecer a melhor solução. Se a criança é menor de seis meses, a mãe pode extrair/retirar o leite e oferecer ao filho em copinho, xícara ou colher”, fala.

Leite materno

Segundo dados do Ministério da Saúde, estima-se que o aleitamento materno seja capaz de diminuir em até 13% a morte de crianças menores de 5 anos por causas preveníveis.

O leite materno é o único que contém anticorpos e outras substâncias capazes de proteger a criança de muitas doenças, como diarreia, infecções respiratórias e alergias, além de reduzir o risco de asma na fase adulta, desenvolver diabetes tipo 2 e obesidade.

“No aleitamento materno, a criança também recebe os estímulos necessários para o desenvolvimento da face, reduzindo as chances de problemas com a respiração, a mastigação, a fala, o alinhamento dos dentes e, também, para engolir”, lista o pediatra.

O médico ressalta, ainda, que amamentar também auxilia a mãe na prevenção de diversas doenças, como o câncer de mama, de ovário, de útero e diabetes tipo 2.

“Por todos esses benefícios que a campanha deste mês leva a cor dourada, por estar relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno”, conclui Fadel.

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