Aumento da SELIC é remédio amargo em busca de equilíbrio

Na balança, um freio para a economia e um incentivo a diversificação para os investimentos

Da Redação | outrosquinhentos.com | São José dos Campos

O Copom eleva a taxa de juros Selic em 1,5 ponto e agora a taxa é de 10,75% ao ano. A medida não surpreendeu o mercado financeiro e é mais uma tentativa de equilibrar a economia.  Depois de cinco anos, a taxa volta ao patamar de dois dígitos.

O aumento da taxa de juros busca tornar mais caro o crédito com a intenção de reduzir o consumo para combater a inflação, que anda sendo puxada pelo aumento nos preços dos combustíveis, transporte, energia, entre outros fatores.

A elevação da Selic é um remédio amargo para o dia a dia dos brasileiros. Influencia diretamente o consumo da população, o emprego e consequentemente a renda. Para o lado do empresariado, a previsão é impactar os investimentos produtivos e isso reflete no Produto Interno Bruto (PIB).

Como tudo na vida a taxa Selic também apresenta o outro lado da história. Ela chama a atenção de quem investe. Quem explica melhor esta questão é o assessor de investimentos e head estratégico de renda variável, Matheus Nascimento, da Maestro Investimentos.

Juros altos significam rentabilidade melhor com baixo risco. Esta situação impulsiona até mesmo quem nunca investiu e deseja começar.

“Os produtos em Renda Fixa costumam ser indexados pela taxa CDI, que gira pouco abaixo do valor da taxa Selic. Um exemplo é o CDB, que tem um percentual de rendimento em CDI, portanto, tendo esta aplicação uma remuneração melhor”, explicou o head estratégico da Maestro Investimentos.”

O especialista chama a atenção também para os investidores ficarem atentos ao ganho real que a Renda Fixa possa proporcionar, descontando a inflação acumulada do rendimento oferecido e exemplifica, – “Chegamos a ver títulos públicos com remuneração acima de 1% ao mês, de 2014 a 2016. No entanto, tínhamos uma inflação que acumulava 2 dígitos também, trazendo o ganho real médio por volta de 2% a 3% ao ano. Por isso, em cenários como esse é prudente ter uma parcela da carteira com posições em produtos de renda fixa com rentabilidade híbrida, pagando IPCA mais uma taxa prefixada, por exemplo. Atualmente, existem títulos públicos e privados pagando IPCA + 5% ao ano, o que implica um ganho real de capital atrativo”.

Por outro lado, diante deste cenário de altas de juros, como fica a renda variável?

Matheus Nascimento explica que há espaço sim para se investir em ações. Quando se olha para investimentos em renda variável, é possível ver sempre assimetria entre risco e retorno, ou seja, uma “compensação” que justifique investir em bolsa ao invés de investir em ativos com menor risco.

“Enxergamos excelentes oportunidades para compra de ações em alguns setores e em empresas muito bem geridas, com margens saudáveis de alavancagem financeira, níveis baixos de endividamento e boa recorrência de pagamento de dividendos. É o caso de alguns setores como: de energia elétrica, saneamento, financeiro e materiais básicos. A recomendação para esse momento é manter uma diversificação do portfólio, ajustar os percentuais de exposição a cada tipo de investimento e pensar sempre a longo prazo, porque é onde enxergamos o desempenho de um bom portfólio de investimentos”, finalizou o head estratégico de renda variável da Maestro.

Na montagem da carteira de investimentos, selecione ativos que são adequados ao seu perfil de risco e procure a ajuda de um profissional credenciado pelos órgãos fiscalizadores do setor. Desconfie de ativos que prometem retorno alto. Saber investir com estratégia, com o auxílio de um assessor de investimentos é saber gerenciar riscos e ter conhecimentos para oportunidades, pois elas existem.

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