Caminho para o emagrecimento passa pelo controle da ansiedade

Segundo Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas (Vigitel), 1 a cada 5 pessoas é obesa

por outrosquinhentos.com

Nos últimos meses, o tema Obesidade está mais em evidência. A obesidade é uma doença crônica e durante o período de pandemia do novo coronavírus as condições de saúde apresentaram piora no Brasil em quase 30% dos participantes da pesquisa, segundo o levantamento feito pela UFMG, Fiocruz e Unicamp com 45 mil pessoas entre os dias 24 de abril e 8 de maio.

Segundo Lisyanne Sugai, fundadora do Instituto Sugai, toda essa relação de ambiente externo, pandemia, incertezas e medo, geram estresse, ansiedade e até depressão. Esses sintomas, por si só alteram todo o funcionamento metabólico, comportamental e emocional, o que diminui saciedade, aumenta apetite e consequentemente aumento do peso.

A atividade física foi bastante afetada por conta da pandemia e determinação de isolamento social. No Brasil, 62% dos entrevistados não estão se exercitando. Antes da pandemia, 30% praticava atividade física durante 150 minutos por semana. Durante a pandemia, o percentual chegou a 13%.

A alimentação saudável também teve queda durante o período de isolamento social. No Brasil, o consumo de frutas, legumes e verduras por cinco dias ou mais por semana foi relatada por apenas 13% das pessoas.

O Ministério da Saúde alerta para a necessidade da adoção de hábitos saudáveis para evitar o excesso de peso e as doenças associadas a obesidade como diabetes e hipertensão. Pesquisa ainda aponta que 7,7% da população adulta apresenta diabetes e 24,7%, hipertensão.

Já é tempo de quebrar paradigmas de que o emagrecimento permanente vai vir de fora: do ambiente, da atividade física extenuante, de dietas restritivas, jejuns ou medicamentos. É fato que a pandemia aumentou casos de sobrepeso e obesidade. Isso mostra a importância da adoção de novos hábitos saudáveis, contudo, é imprescindível aprender a controlar a ansiedade e trabalhar de frente a qualquer situação de estresse.

Caso esse mecanismo de ação (controlar a ansiedade) não seja realizado no momento em que esteja passando pelo desafio, além dessa ansiedade poder evoluir para um pânico, o ciclo vicioso de não realização de hábitos saudáveis se retroalimenta.

Ou seja, o indivíduo passa a comer mais, se sente mais frustrado, come sua emoção e ganha cada dia mais peso e mais complicações, de acordo com a nutricionista.

De acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), o país tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo: 18,6 milhões de brasileiros (9,3% da população) convivendo com o transtorno.

Segundo a especialista Sugai, todo o processo de emagrecimento deve iniciar de dentro para fora, isto é, encontrar a causa inicial do ganho de peso e o porquê, o motivo real de querer emagrecer.

Desenvolver autoestima e segurança, que são a estrutura base que vai fortalecer a direção do emagrecimento, para então conseguir determinar o que será realizado.

Caso contrário, uma meta traçada sem a segurança naquilo que está sendo realizado, pode ser abandonada por qualquer estresse passado no dia a dia.

O caminho para o emagrecimento passa pelo controle da ansiedade! Emagreça a sua mente e emagrecerás o seu corpo! Viva leve!

Alimentação pode auxiliar ou piorar o quadro de ansiedade

Com a ansiedade tornando-se mais frequente por conta da pandemia, muita gente vê os alimentos mais gordurosos e ricos em açúcar como uma alternativa atrativa para promover momentos de prazer imediato.

O problema é que isso pode criar um círculo vicioso. Motivo? Segundo a nutricionista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Isadora Kaba, a escolha pode colaborar para acentuar ainda mais o quadro de ansiedade.

“O excesso de açúcar na alimentação pode gerar alteração do humor e piorar a ansiedade. Além de predispor ao aumento de peso, os doces promovem a desregulação do controle glicêmico e, consequentemente, o aumento da produção de cortisol, o hormônio do estresse”, explica a especialista.

A nutricionista destaca que, por isso, em alguns quadros, é possível que o consumo de alimentos gordurosos e doces colabore para o desenvolvimento de compulsão alimentar, ou seja, o consumo de grande quantidade de alimentos calóricos em um curto intervalo de tempo.

“O estilo de vida atual nos expõe a um estado de ansiedade e estresse crônico. Esse cenário pode ser potencializado por uma alimentação não saudável, pela maior ingestão de álcool, privação de sono e falta de atividade física”, reforça.

Na contramão, há alimentos que podem trazer benefícios a quem sofre de ansiedade. Estudo publicado no European Journal of Clinical Nutrition aponta que a adesão a uma dieta saudável – rica em grãos integrais, produtos lácteos com baixo teor de gordura, vegetais e oleaginosas – implica menor chance de distúrbios como a ansiedade, depressão e mal estar psicológico.

“É sempre útil lembrar do conselho que a frase ´desembale menos, descasque mais´ embute. A deficiência de triptofano, e consequentemente de serotonina, está ligada ao desenvolvimento de doenças como depressão, ansiedade e obesidade. Portanto, quanto mais a alimentação for caseira, com menos produtos industrializados e mais temperos naturais, melhor”, aconselha Isadora Kaba.

O que incluir na rotina

– Alimentos fonte de triptofano: feijões, soja, lentilha e grão-de-bico, leite e derivados, como queijos, iogurte e kefir; chocolate amargo, frutas como abacaxi, banana, kiwi; cereais integrais como aveia e quinoa; sementes como chia, linhaça e semente de abóbora; e oleaginosas, como nozes.

– Alimentos ricos em fibras: frutas, farelos, sementes e grãos integrais, laticínios magros, carne bovina magra, peixes, aves sem pele e ovos, além de fontes de gorduras boas em quantidade moderada, como abacate e azeite extravirgem.

Para substituir o doce

Frutas mais adocicadas, como manga, banana, pera, maçã e abacaxi. Outra dica é acompanha-las com um pouco de canela, raspas de gengibre, limão ou laranja, pois aliviam ainda mais a vontade de alimentos doces.

Outra dica é misturar uma colher de sobremesa rasa de cacau a uma colher de sobremesa de cacau nibs e uma banana nanica – que pode ser substituída por uma colher de sobremesa de uvas passas.

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