Setembro traz conscientização sobre o Linfoma – o que você conhece sobre?

Diagnóstico precoce aumenta em 80% chances de recuperação; 15/09 marca o Dia Mundial da Conscientização sobre o Linfoma

Da Redação

Os linfomas compreendem mais de 100 cânceres diferentes que afetam o sistema imunológico. De forma geral, ele pode se dividir em linfoma de Hodgkin (LH) e linfomas não-Hodgkin (LNH), que por sua vez possuem outros subtipos. O linfoma de Hodgkin afeta igualmente dois grupos populacionais: pacientes ao redor dos 20 anos e entre 50 e 60 anos. Já o LNH é o tipo mais incidente na infância e faz cerca de 10.180 novos casos por ano, de acordo com dados do Instituto Nacional de câncer (INCA).

Em ambos os tipos, os gânglios do sistema linfático são prejudicados, dificultando o combate às infecções, porém a maior diferença entre eles são as características das células cancerígenas. Apenas com uma biópsia e análise das células que é possível determinar qual o estágio e tipo do linfoma.


“Linfomas estão entre os cânceres humanos com maior desenvolvido em medicamentos novos. Drogas-alvo que funcionam como mísseis teleguiados são promessa de substituir a quimioterapia em um futuro muito próximo, incluindo aí drogas orais” – Dr. Bernardo Garincochea, oncologista e hematologista 


Ainda não há uma causa esclarecida para grande parte deles. Alguns são associados a infecções virais ou imunossupressão. Segundo o Dr. Bernardo Garincochea, oncologista e hematologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO) – unidade de São Paulo do Grupo Oncoclínicas, apesar do desconhecimento do que causa a neoplasia, a detecção precoce da doença é fundamental para o tratamento rápido.

O tumor costuma se desenvolver nas ínguas que se encontram nas axilas, na virilha e/ou no pescoço, por isso, um dos principais sintomas é o aumento destes gânglios linfáticos. Além disso, pode ocorrer dor abdominal, perda de peso, fadiga, coceira no corpo, febre.

O tratamento mais indicado vai depender de cada subtipo específico, mas usualmente consiste em quimioterapia, radioterapia ou a combinação de ambas as técnicas. Em certos casos, as terapias alvo-moleculares, que atacam uma molécula da superfície do linfócito doente, podem ser indicadas.

“Linfomas estão entre os cânceres humanos com maior desenvolvido em medicamentos novos. Drogas-alvo que funcionam como mísseis teleguiados são promessa de substituir a quimioterapia em um futuro muito próximo, incluindo aí drogas orais”, finaliza o especializa.

A boa notícia é o fato dos linfomas terem alto potencial curativo e as chances de remissão em pacientes com linfomas de Hodgkin chega a superar 80% dos casos quando o diagnóstico acontece ainda no estágio inicial, enquanto os não-Hodgkin de baixo-grau (não agressivos) têm altas taxas de sobrevida, superando a marca de 10 anos.

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