Coronavírus: Novos golpes na internet podem surgir durante isolamento, alerta especialista

Devido à pandemia do novo coronavírus, tentativas de fraude podem se tornar mais comuns

por outrosquinhentos.com

Um novo golpe tem aparecido em mensagens de SMS e WhatsApp. O texto alerta para uma suposta promoção da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) que oferece um aumento de 7 GB na franquia de dados no celular. A fraude induz as vítimas a clicarem em um link malicioso para receber o bônus, mas acabam tendo seus dados roubados.

Apesar de ainda não haver informações sobre quantas pessoas caíram no golpe, a Anatel já se pronunciou, por meio de um comunicado, ressaltando que não envia links por WhatsApp ou SMS, além de não fazer promoções ou dar prêmios.

O especialista em telecomunicações Dane Avanzi alerta que, com o isolamento da população, devido à pandemia do novo coronavírus, tentativas de fraude como essa podem se tornar mais comuns. “Muitas pessoas estão trabalhando em home-office e já houve muitas reclamações sobre a velocidade da internet. Sabendo disso, a Anatel, de fato, já pediu às operadoras para ampliar a banda larga”, diz o diretor comercial do Grupo Avanzi, que oferece soluções para comunicação corporativa de voz e dados mediante a instalação e licenciamento de Sistemas de Telecomunicações.

Segundo Avanzi, ofertas como essa, mesmo que falsas, são naturalmente chamativas, mas destaca que em tempos de crise e necessidade de internet para fins de trabalho fazem com que as pessoas fiquem ainda mais suscetíveis. “Além disso, a mensagem do golpe é feita para passar credibilidade, para que a pessoa nem suspeite. Por isso, são utilizados logos da Anatel e de outras operadoras de telefonia”, explica o especialista.

A Anatel, ao tomar ciência da tentativa de fraude, deu algumas dicas para que os usuários não se tornem vítimas desse tipo de crime.

  • Não abra links desconhecidos;
  • Nunca forneça suas informações pessoais em sites e aplicativos que não reconheça;
  • Desconfie de e-mails de desconhecidos e com assuntos apelativos ou alarmantes (Fulano morreu; Veja as fotos proibidas de Sicrana; Como ganhar um milhão sem sair da cama; Sua caixa de correio está lotada);
  • Cuide muito bem das suas senhas;
  • Mantenha atualizados seu sistema, antivírus e firewall;
  • Aceite que todos nós somos vulneráveis e desconfie até da sombra virtual;
  • Caso suspeite de tentativa de golpes ou fraudes, o consumidor pode se informar no site da Anatel (anatel.gov.br). Se for lesado ou se sentir ameaçado, deve registrar ocorrência policial.

De modo geral, o momento, mais do que nunca, é de alerta. Mesmo que essas dicas já estejam muito claras para você, é importante estar atento e ter sempre um pé atrás, recomenda Dane Avanzi. “Desta forma, conseguiremos minimizar os danos provocados pelo isolamento e manter nossas atividades diários na internet, como acessar sites de notícia, trabalhar e consumir entretenimento”, finaliza.

Compartilhar informações com seus familiares e amigos via WhatsApp é muito simples e prático, e também é uma maneira de manter a conexão com aqueles que não podemos ver ou ter contato físico durante o isolamento social. Para fazer um uso responsável do aplicativo e evitar o compartilhamento de informações falsas, o WhatsApp oferece algumas dicas que ajudarão você a garantir que as informações recebidas sejam verdadeiras, evitando assim espalhar boatos ou notícias falsas: 

Verifique se uma mensagem foi encaminhada

Você pode verificar se uma mensagem foi escrita especialmente para você ou se foi encaminhada de outra conversa usando o indicador de “mensagens encaminhadas”, que indicará com um rótulo em itálico, no início da mensagem, que o conteúdo foi encaminhado e que não foi originalmente escrito pela pessoa com quem você está falando. Isso o ajudará a identificar correntes com informações falsas. 

Confirme as fontes

Se você receber uma mensagem de áudio, vídeo ou texto com dados inacreditáveis, estranhos ou alarmantes, procure informações de fontes confiáveis ​​que confirmem isso, como jornais ou sites verificados. Atualmente, existe o Alerta de Saúde da OMS no WhatsApp, um serviço gratuito desenvolvido para responder a perguntas sobre o Coronavírus com informações precisas e autênticas. Para começar a receber informações neste canal, envie uma mensagem no aplicativo com a palavra “Hi” para +41 79 893 1892. 

Não abra links de origem duvidosa

Se alguém que você conhece enviar um link para um site não oficial ou que solicita informações confidenciais, entre em contato com essa pessoa e confirme a fonte dos links que você recebe. 

Atenção aos detalhes

Prestar atenção a pequenos detalhes, como erros de ortografia ou nomes confusos, pode ser a chave para detectar notícias falsas ou mensagens fraudulentas. Verifique se as informações vêm de um site confiável antes de compartilhá-las com mais pessoas. 

Faça parte da solução

Se você identificou que as informações são falsas, notifique a pessoa que as compartilhou com você e incentive-a a verificar suas informações. Não espalhe uma mensagem se você não souber se a informação é real. Qualquer informação importante está sendo relatada pelos canais oficiais e redes sociais verificadas do Ministério da Saúde. 

Se você receber notícias falsas, poderá denunciar um contato ou grupo seguindo estas etapas: abra a conversa > selecione o grupo ou contato para visualizar as informações do perfil > escolha a opção denunciar contato ou denunciar grupo. 

Essas dicas ajudarão você a cuidar dos dados compartilhados por meio do WhatsApp e a se manter conectado aos seus entes queridos por meio de um canal de comunicação simples, seguro e eficaz, mesmo à distância. Além disso, recentemente foi anunciada a

Central de Informações sobre o Coronavírus do WhatsApp, que oferece alguns recursos gerais para reduzir a disseminação de rumores e ajudar no acesso a informações de saúde precisas e confiáveis. 

Relatório identifica fraudes contra hospitais, autoridades de saúde e recrutamento de “mulas de dinheiro” – em várias partes do mundo e no Brasil também

Criminosos na internet estão se aproveitando da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) para aplicar golpes e fraudes em corporações, órgãos públicos e em pessoas físicas. É o que constata um levantamento da Apura Cybersecurity Intelligence, empresa brasileira especializada em cibercrimes e que atende instituições das mais diversas atividades, do Brasil e outras partes do mundo.

Em relatório concluído nesta semana, a Apura verificou, por exemplo, a existência de 2.236 sites com a palavra “coronavírus” no domínio, sem o Certificado SSL (Secure Socket Layer). O SSL é uma espécie de protocolo que atesta aos visitantes se tratar de um ambiente seguro de navegação e compartilhamento de dados.

Uma das plataformas que detectam ameaças, desenvolvidas pela Apura, a Boitatá (a maior do gênero na América Latina), já acumula 63.463 eventos (ocorrências) que mencionam a palavra “coronavírus”.

“A alta repercussão mundial sobre o Covid-19 abriu espaço para pessoas mal intencionadas se aproveitaram tanto do caos como da constate procura por informações para disseminarem malwares e ransomwares”, adverte o fundador e CEO da Apura Cybersecurity Intellingence, Sandro Süffert.

Malwares, explica o especialista, são vírus e programas similares que se estabelecem nos computadores, de forma ilícita. Os ransomwares são um tipo de malware que inviabiliza o acesso ao sistema infectado, permitindo a sua liberação mediante apenas uma espécie de “resgate”. Especificamente relacionados à conjuntura de pandemia do coronavírus, a Apura constatou três grandes casos.

Alguns casos no mundo

Um deles teve como vítima a Johns Hopkins University, dos Estados Unidos. Uma mapa com a atualização dos casos do novo coronavírus pelo mundo idêntico ao do site da instituição era enviada por e-mail pelos cibercriminosos; na mensagem, o mapa exigia download, por meio do qual se escondia um malware, voltado ao roubo de senhas.

O segundo caso detectado pela Apura envolveu ransomwares fazendo de reféns sistemas de hospitais e instituições de saúde, tanto na Ásia como na América do Norte. O Distrito de Saúde Pública de Champaign-Urbana (também nos Estados Unidos) foi uma das vítimas de cibercriminosos, que conseguiam instalar o programa por meio de correios eletrônicos enviados à organização.

E há um terceiro grande caso, esse no Brasil, constatado pela Apura. Um vídeo adulterado, sobre a construção do hospital na China erguido para receber as vítimas de coronavírus, era enviado por e-mail, como phishing (isca) contendo um malware que, por acesso remoto, permitia aos criminosos acessarem o computador da vítima.

Casos brasileiros – Álcool Gel doado pela Ambev, Exames gratuitos e Netflix Grátis contra COVID-19 também são fraudes

                                      

Circula pelo Whatsapp e outros grupos similares no Brasil mensagens envolvendo empresas como a Ambev e Netflix, por exemplo, onde a primeira distribui gratuitamente unidades de álcool gel para quem clicar no “Continue Lendo”, e onde a segunda oferece acesso gratuito aos primeiros cadastros, ambos mediante acesso em links fraudulentos. “É preciso tomar cuidado e nunca acessar este tipo de mensagem”, afirma Sandro.

Ainda, segundo o relatório da Apura, há outros casos de “phishing” tendo como temática o coronavírus, verificados no Brasil. Tratam-se de programas que se passam por sites de agendamento de exames, e outros que fornecem exames online, a partir de sintomas informados pelos pacientes. De acordo com a Apura, a fonte desses falsos sites e as motivações ainda estão em fase de investigação.

Por fim, o CEO da Apura, Sandro Süffert, acrescenta a ocorrência frequente dos recrutadores de “mulas de dinheiro”. São criminosos que, por e-mail, oferecem trabalhos para serem feitos para atender supostas instituições que atuariam auxiliando, de alguma forma, no combate à pandemia, ou assistindo adoentados.

Depois de encomendar tarefas como inspecionar farmácias – fazendo a vítima crer que se trata de uma instituição e trabalho sérios -, o recrutador falso solicita a realização de transações financeiras, após depósitos feitos na conta bancária da vítima. As transações solicitadas são, em verdade, procedimentos de lavagem de dinheiro.

“Como muitas pessoas estão sendo demitidas, ou tendo a jornada reduzida, ou precisando trabalhar em casa para que se evitem aglomerações, os cibercriminosos identificam nesse público potenciais ‘mulas de dinheiro’ – pessoas que são ‘amarradas’ a esquemas de lavagem de dinheiro, sob o pretexto de oferta de emprego”, salienta o executivo da Apura.

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