Corretor de imóveis vira amigo de pessoas em situação de rua

Jovem percorre a Zona Norte de São Paulo entregando marmitas e precisa de um freezer para aumentar a produção

por Leandra Vianna | outrosquinhentos.com | São Paulo

O corretor de imóveis Leandro Valentin da Silva Campos Andres, de 30 anos, morador da Freguesia do Ó, em São Paulo, tem sido, como diz o poeta, um “amigo de fé, irmão, camarada” para as pessoas em situação de rua da região. Há cerca de 10 meses, ele criou a iniciativa Amigos da Marmita e passou a distribuir comida para estas pessoas.

“Começou assim: minha esposa, Renata, que primeiro foi picada pelo bichinho do social. Desde 2015, ela já fazia ações e sempre trabalhando nesse meio. Ao conhecê-la, em 2016, e vivenciando o social, me encantei também. Até hoje, não paramos. Sempre estávamos em ações sociais, porém esporádicas. Com a chegada da pandemia, vimos a necessidade de aumentarmos nosso raio de ação”.


Já viu essa? Lançamos no nosso instagram e nas outras redes sociais uma Campanha para conseguir uma cadeira de rodas para a menina Renata, do Pernambuco. A vaquinha dela continua a todo vapor!
E mais: contamos aqui essa história também, você viu? Aos 23 anos, mãe solo cata papelão para criar três filhos também em Pernambuco.
E no Maranhão, Marlucia e sua família perderam tudo num incêndio causado por um botijão de gás, no interior do estado.
Em Belford Roxo, pais tentam trocar ventilador velho por comida para filho.
Essas iniciativas, junto com a história da Marlucia e sua família, fazem parte das #CampanhasOutrosQuinhentos que você pode ajudar!

Então, o casal começou a arrecadar alimentos e distribuir cestas básicas para os mais necessitados do bairro. Ainda assim, eles notaram que a demanda era muito maior e foi aí que partiram para os moradores em situação de rua. “Confeccionamos uma tiragem de 120 marmitas em uma cozinha improvisada da minha madrinha. Ao verem nossa causa, as pessoas foram simpatizando e a cozinha foi ficando menor do que já era”, comenta Leandro.

A solidariedade foi a motivação do casal

“O que nos motivou foi ver a união das pessoas ao nosso redor, ver a dedicação e o empenho que ali era depositado, voluntários doando seu tempo para estarem ali, fazendo o bem. E ao fazer essas ações, nosso sentimento de missão cumprida e a gratidão que recebemos deles, isso nos motiva muito”, conta o jovem emocionado. Aos poucos e em curto espaço de tempo, o projeto foi crescendo e ganhando força e já conta com 14 voluntários.

“Fomos atrás de um lugar para ampliar a nossa cozinha e conversamos com o diretor do CDC Jaçanã, que é um polo esportivo local, e ele nos emprestou o espaço”. Para aumentar as doações, Leandro criou uma campanha com uma vaquinha virtual e divulgação nas redes sociais, para comprar um freezer para a cozinha que conseguiram. No final desta matéria, você verá como contribuir.

“O CDC nos emprestou a geladeira, porém era bem fraquinha. Aí quebrou de vez e perdemos todas as misturas. Desde então, começamos a corrida atrás de um freezer. Isso prejudicou muito o nosso número de marmitas entregues”, lamenta o jovem.

Hoje grupo tenta diversificar ao máximo os bairros assistidos

“Atuamos na Zona Norte como um todo, procurando amenizar o sofrimento das pessoas de uma forma balanceada. Então, entregamos no máximo de duas a três vezes em um bairro e em seguida vamos para outro. Nossas últimas atuações foram nos bairros de Vila Nova Galvão, Vila Guilherme, Jaçanã, Armênia e Freguesia do Ó”, enumera o corretor de imóveis.

Além do freezer, que custa cerca de R$1500, os Amigos da Marmita também precisam de outras formas de ajuda para continuarem o projeto, como doações de marmitex de isopor, garrafas de água de 500ml, proteínas como frango, carne, ovo, peixe, linguiça. Eles também precisam arrecadar cobertores.

Muito amor envolvido

Recentemente, duas histórias marcaram muito os voluntários. O caso da dona Marlene, que é uma senhora acamada e precisava de colchão pneumático, pomadas cicatrizantes para escaras, cadeira de banho é um deles. “Ela tomava banho em um banco duro de madeira e conseguimos isso em menos de uma semana”, comemora. E o outro caso é o da menina Juju, que nasceu com gastrosquise, o intestino para fora da barriga, fez 15 cirurgias, teve o braço direito amputado devido a uma trombose e várias convulsões. “Ela broncoaspirou o leite uma certa vez e precisou colocar a sonda. Foi uma comoção geral! Ela pesa 12 kg, não anda, não fala e a mãe e as irmãs não tinham nada em casa”, relata Leandro.

A empatia dos nossos leitores e seguidores não tem fim e temos certeza que vocês podem nos ajudar em mais uma causa! Se você mora na Zona Norte de São Paulo, pode deixar a sua doação no CDC Jaçanã ou ser mais um amigo voluntário.

Você de qualquer lugar do Brasil, pode ajudar através da vaquinha e compartilhando a campanha: vaka.me/2043676

Whatsapp para contato: (11) 95176-0717

Facebook: https://m.facebook.com/Amigos-da-Marmita-100225498898459/

Instagram: https://instagram.com/amigosdamarmitaoficial

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