Coworking ganha destaque no mercado da beleza

Empresária orienta sobre quando investir em espaço compartilhado

Da Redação | outrosquinhentos.com | São Paulo
18/02/2022 23h46

Os espaços compartilhados tem ganhado cada vez mais adeptos, e atualmente se destaca no mercado da beleza. A Thaís Giraldelli, lash designer e proprietária da Lash House, fundou o primeiro Beauty Coworking de São Paulo.

A sua história na área da beleza começou com maquiagem, mas quando conheceu a extensão de cílios, foi amor à primeira vista. E como não tinha muita informação e materiais adequados no Brasil, foi em busca de excelência para o mercado.

Abriu um espaço no Jardim Anália Franco, bairro nobre na capital paulista, e imediatamente percebeu que precisavam de mais profissionais qualificadas para atender a demanda que viria, foi pioneira em inúmeras técnicas de extensão de cílios. Formou mais de 800 alunas após estudos em vários países, como Cazaquistão, EUA, Sérvia, Japão e Rússia.

“Durante minha experiência como prestadora de serviço em salões de beleza e após locar minha primeira sala, percebi que as mulheres, quando trabalhavam para si, e não para um empregador, rendiam mais, eram mais felizes e tinham maiores ganhos financeiros. Então, em vez de pensar em comissões ou parte dos lucros de prestadoras de serviço, por que não locar espaços e salas? Assim teríamos uma estrutura superior, com múltiplos serviços no mesmo local, facilitando a logística para as clientes e realizando um rodízio das mesmas, podendo realizar mais de um serviço ao mesmo tempo”, conta Thaís.

Foi quando ela decidiu investir no Coworking de Beleza, que diferentemente de um salão convencional, as profissionais seriam donas do seu próprio negócio e não teriam que pagar comissão, mas, sim, locariam um espaço ou uma sala. A proposta era sair do mindset de funcionárias ou prestadoras de serviço e se tornar empreendedoras.

A Lash House começou em uma sala pequena e, em cinco anos, já foram feitas três expansões. O espaço tornou-se uma “casa da beleza”, com diversos serviços, e fazem uma troca de clientes. Fundaram assim o primeiro coworking de beleza de São Paulo.

“Mas, é importante que as profissionais saibam o momento correto de trabalhar com esse formato. O ideal é que elas já tenham passado pela experiência de trabalhar em um salão de beleza convencional, já tenham uma carteira de clientes, pois é fundamental somar no coworking”, reforça.

A empresária ressalta que é importante saber como funciona toda a metodologia de um salão de beleza antes de locar, fazer a transição de funcionária para empreendedora. Afinal, muitas acabam contratando suas próprias colaboradoras. No coworking, as profissionais são responsáveis pela abertura de empresa (MEI), administração, cobrança e até recepção. Aprende-se a ser multitask, diferente de um salão convencional, que tem uma estrutura pra isso.

No coworking, quando a profissional já está preparada, quando já passou por esses passos, ela vai ter ganhos de 2 a 3 vezes maiores.

“Sou apaixonada pelo meu trabalho e pela missão que assumi: Mudar vidas, restaurar autoestima e empoderar mulheres, sejam elas clientes, alunas e colaboradoras. Que o sucesso de uma, seja o de todas”, finaliza.

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