Crescendo offline: longe da tecnologia, simples atividades estimulam desenvolvimento desde o primeiro ano de vida até adolescência da criança

Desde o nascimento até a adolescência, a criança é cercada de estímulos, referências e acontecimentos que chamem a atenção. Cabe à família estimular de forma mais saudável o crescimento 

por outrosquinhentos.com

As brincadeiras estão presentes desde os primeiros meses de vida dos bebês e são mais do que apenas recreação. Por meio delas, as crianças desenvolvem capacidades importantes, como a atenção, imaginação, sociabilidade, inteligência, criatividade, coordenação e memória.

Para comemorar o Dia das Crianças (12/10), a Pom Pom – marca referência nos cuidados infantis – listou atividades para estimular cada fase do primeiro ano de vida do bebê.

1 mês: Durante o primeiro mês, a visão do recém-nascido ainda está em formação. Incentive-o com brincadeiras simples, como abrir e fechar a boca, levantar a sobrancelha e outros movimentos com o rosto e use da interação com conversas e músicas para o pequeno começar a reconhecer a linguagem e os sons.

2 meses: Com a visão aprimorada, o bebê já reconhece o rosto dos pais e começa a imitar alguns estímulos simples, como mostrar a língua. Nesse momento, as mãozinhas começam a segurar objetos como reflexo. Apresentar brinquedos com diferentes texturas pode ser divertido, além de representar uma novidade agradável.

3 meses: Chegou o momento de colocar o bebê no chão! O pequeno deve ser colocado de costas com brinquedos ao seu lado ou pendurados com argolas, chocalhos, diferentes tipos de tecidos e cores fortes que atraiam sua atenção estimulando movimentos com os pés, pernas, braços e mãos.

De 4 a 6 meses: O chão continua sendo o melhor lugar para brincar e para treinar movimentos de rolar e sentar, sem o risco de quedas. Conte com fitas de cetim, bichinhos de pelúcia, bolinhas, mordedores e potes coloridos para a diversão, sempre monitorado por um adulto.

De 7 a 9 meses: Com movimentos coordenados, o bebê começa a explorar os lugares a sua volta engatinhando. Um ótimo “brinquedo” para essa fase é a própria comida, que irá proporcionar novos sabores, texturas, formatos e cores.

De 10 a 12 meses: Engatinhar, andar, escalar, esse é o período de exploração. Nesses meses, os bebês começam a apontar para o que querem, bater palmas, dar tchau, mandar beijo e imitar sons. Repetir a brincadeira várias vezes é uma constante, principalmente as que aprimoram as habilidades motoras e cognitivas, como jogar uma bola e esperar recebe-la de volta.

Além dessas dicas, a interação com os pais e familiares é a atividade mais importante para qualquer criança. Brincadeiras de esconder, passeios e conversas irão ajudar o bebê a criar laços únicos de confiança. Isso também pode ser reforçado durante a rotina do dia a dia do bebê durante as trocas de fraldas e no banho. Para a brincadeira ficar ainda mais divertida, brinquedinhos para a hora do banho e muito carinho são capazes de entreter o bebê e despertar estímulos.

Especialista dá dicas de como experimentar um Dia das Crianças offline

A infância, é um momento da vida repleto de descobertas e mudanças, é motivo para constantes estudos de especialistas, mas também que demanda atenção dos pais e responsáveis. Por meio das brincadeiras, do lúdico, típicos da infância, são estabelecidas relações de vínculo na hora da brincadeira. “Esses momentos são importantes para desenvolver a criação, imaginação e o fortalecimento entre as relações de afeto e confiança entre os adultos e crianças”, explica a especialista em Educação do Marista Escolas Sociais, Viviane Aparecida da Silva.

Brincar é importante em todas as etapas da criança

O ato de brincar é responsável pelo desenvolvimento de habilidades em todas as etapas da vida da criança, seja estimulando a criação, o faz de conta e a percepção do mundo a sua volta. Assim como a aprendizagem, a cooperação, a flexibilidade, o trabalho em equipe, que são comuns nos jogos e atividades coletivas. “É importante não antecipar etapas, os adultos podem brincar juntos, se desconectando das tecnologias e se dedicando a explorar, imaginar e mediar as brincadeiras próprias do mundo da criança”, explica Viviane.

  1. Escolha a natureza

Os parques e praças são bons lugares para explorar a natureza, o espaço livre. Oferecem à criança uma gama de materiais, possibilidades de desafios, interação e invenção que a desafiam a criar, pensar e imaginar brincadeiras e brinquedos sem fim, inimagináveis.

  1. Estimule a criatividade

Se a opção for ficar em casa uma boa dica é estimular a criatividade das crianças. Há várias alternativas que podem ser utilizadas, como um teatro de bonecos feitos de meia, uma pintura em família, dançar com aquela fantasia que foi utilizada no Carnaval, entre outras. Todas essas atividades proporcionam vínculos entre adultos e crianças.

  1. Inclua toda a família

Deixe para trás a ideia de que brincar é só para as crianças e aproveite o momento. Um campeonato de jogos de tabuleiro em família ou de jogos esportivos com avós, tios, primos e irmãos podem ser uma boa pedida. “É uma oportunidade de estimular o prazer da brincadeira nos adultos também, fortalecendo as habilidades e a imaginação”, reforça Viviane.

  1. Valorize a arte

Um passeio em uma peça de teatro infantil ou em uma biblioteca com contação de histórias também são boas ideias para o Dia das Crianças. “Usando a imaginação a criança vai explorando as possibilidades de criação e fortalecendo hábitos que podem potencializar a sua criatividade”, afirma.

  1. Resgate brincadeiras antigas

Se você foi aquela criança cheia de energia e disposição, porque não mostrar brincadeiras da sua infância? Mostre como você brincava, quais as regras, com quem você brincava, aproveite o momento para apresentar uma nova brincadeira e ainda relembrar o passado.

Brincadeiras adaptadas do teatro para estimular a criatividade das crianças em casa

Crianças são naturalmente criativas, donas de uma imaginação fértil e cheia de possibilidades, baseada na fantasia e na curiosidade. Elas veem o mundo como uma eterna descoberta e até as experiências corriqueiras oferecem aprendizado constante. Estas habilidades podem ser estimuladas em brincadeiras criativas que trabalhem o faz de conta.

As brincadeiras incorporam atividades do Teatro, uma das expressões artísticas com mais potencial para ajudar os pequenos a entender o mundo e as relações sociais, já que colaboram para o desenvolvimento de habilidades de interação e comunicação. “O ato de jogar e interpretar tem lugar de destaque e articula os princípios que são fundamentais para o desenvolvimento da arte dramática, como envolvimento, estimulação da liberdade criadora e, principalmente, a oportunidade de experimentar”, explica Lígia Cortez, diretora da Casa do Teatro, marca de cursos infanto-juvenis do tradicional Célia Helena Centro de Artes e Educação.

“Claro que o teatro pode oferecer muito mais para a formação das crianças, mas selecionamos abaixo algumas brincadeiras simples que podem ajudar os pais a terem momentos de proximidade e criatividade com os filhos de forma simples” Lígia Cortez indica três brincadeiras para fazer em casa:

Teatro de Sombras

A brincadeira pode começar com um abajur contra a parede ou de forma mais elaborada: contando com um lençol pendurado em um cômodo com pouca iluminação e um abajur aceso por trás. A ideia é usar todo o corpo e seu movimento para a criação de sombras, em um modo de fazer teatro que se aproxima muito do imaginário e do faz de conta do universo infantil. A dinâmica favorece o reconhecimento de habilidades e a confiança em agir de forma criativa. É possível inventar histórias a partir dos personagens e objetos criados pelos pequenos.

Mímica

O jogo mais conhecido é a adivinhação de personagens, filme ou livros a partir da mímica, mas também é possível fazer brincadeiras de repetição e imitação – onde um dos participantes deve copiar os movimentos do outro – ou a contação de histórias, como em um teatro mudo. A brincadeira promove a imaginação, a memória, a consciência corporal e a coordenação motora, além de estimular as crianças a criarem a partir da própria experiência.

“A expressão corporal é fundamental para o desenvolvimento completo do indivíduo, como uma das formas mais importantes de comunicação, de expressão de pensamentos, sentimentos e de relacionar-se com o outro. Essa brincadeira pode ajudar a trazer mais autonomia e segurança, ao mesmo tempo que estimula a criatividade, o movimento e a atenção”, comenta Lígia.

 Fantoche

A diversão começa com a criação dos personagens, usando objetos simples e meias. Os fantoches estimulam a coordenação motora, a fala, a argumentação e a criatividade. A brincadeira também estimula as crianças a se expressarem por meio de personagens, principalmente em temas mais delicados que possam causar vergonha ou até medo nos pequenos. “Com os personagens, as crianças se tornam menos tímidas por estarem distraídas e falam tudo o que vem à cabeça”, explica Lígia.

 

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