Crianças investindo na bolsa de valores? Especialista destaca quais cuidados os pais precisam ter

Nos 12 meses encerrados em setembro, o número de contas de pessoas de até 15 anos passou de 12 mil, segundo dados da B3

Da Redação | outrosquinhentos.com

Uma tendência que está ganhando cada vez mais destaque no país, é a presença de crianças e adolescentes investindo na bolsa de valores.  Até setembro de 2020, haviam mais de 12 mil contas de pessoas com até 15 anos na B3. A presença desse público atuando em renda variável, ressalta a importância de fazer um planejamento financeiro para crianças e adolescentes, focando principalmente no longo prazo.

Em muitos casos, são os próprios responsáveis que administram a conta dos filhos, tendo como foco por exemplo, garantir os custos de uma faculdade, intercâmbio ou a compra de um carro.  É fundamental nessa modalidade de investimento a criança ou o adolescente, ter a supervisão e o acompanhamento de um adulto, devido à volatilidade nesse mercado.

De acordo com o assessor de investimentos, Breno Andrade, da Monte Bravo – escritório de Assessoria Financeira credenciado à XP Investimentos – muitos pais aplicavam o dinheiro na poupança, com o objetivo de garantir uma estabilidade financeira para os filhos. Mas, em um cenário com a taxa básica de juros a 2%, algumas pessoas estão optando pela renda variável para conseguirem uma rentabilidade maior.

“É importante ressaltar que os investimentos na bolsa de valores são impactados com as mudanças no mercado financeiro, sendo assim, os produtos ofertados podem sofrer com as oscilações. Para os pais de crianças ou adolescentes que estão investindo nessa modalidade, é essencial ter conhecimento de mercado, disciplina e paciência para alcançar bons resultados. Nesse caso, ter o auxílio de uma assessoria especializada pode contribuir para a escolha das aplicações, de acordo com os objetivos a longo prazo”, pontua Andrade.

Para os pequenos que pretendem começar a investir na bolsa, é necessário ter um CPF e abrir uma conta em uma corretora. Além disso, é importante que o adolescente ou a criança, tenha uma conta corrente em seu nome ou uma conta conjunta com os pais, para facilitar a transferência do capital para a corretora. Lembrando que, a tomada de decisão na hora da compra e venda das ações, deve ser feita com o acompanhamento do responsável.

“Assim como os investidores mais experientes, é fundamental manter a diversificação nos investimentos para minimizar o risco de perdas pelo caminho. Se possível, explique para a criança ou o adolescente, a realidade da economia e do mercado financeiro. Ter o hábito de poupar para investir desde a infância, pode contribuir para um futuro financeiro mais tranquilo, por isso é fundamental os pais incluírem a educação financeira nessa fase da vida”, finaliza Breno Andrade.

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