Curcumina, uma aliada na síndrome pós-Covid 19

Vários compostos poli fenólicos extraídos de produtos naturais foram identificados com diversos efeitos benéficos. Em conformidade com esses estudos, a curcumina é um dos compostos naturais amplamente investigados

Da Redação | outrosquinhentos.com | São José dos Campos

Existe um equívoco de que todos os pacientes com COVID-19 podem se recuperar em duas semanas, isso não é sempre assim.

As consequências a longo prazo da infecção por coronavírus 2 (SARS-CoV-2) não são bem compreendidas. Além disso, a recuperação prolongada dos sintomas foi descrita mesmo em pacientes que apresentaram sintomas leves, e não necessitaram de hospitalização. Essas manifestações foram denominadas como síndrome pós-covid.

Não há até o momento tratamento específico disponível para tratar pacientes com COVID-19. A terapia combinada tem sido considerada pelos médicos, que inclui agentes antivirais, antibióticos e anti-inflamatórios. No contexto da terapia preventiva e de suporte, vários compostos poli fenólicos extraídos de produtos naturais foram identificados com diversos efeitos benéficos. Em conformidade com esses estudos, a curcumina é um dos compostos naturais amplamente investigados.


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Cúrcuma longa L. (família Zingiberaceae) e seu composto poli fenólico curcumina foram submetidos a uma variedade de investigações antivirais, devido aos extensos usos tradicionais e baixos efeitos colaterais.

Segundo a nutricionista Adriana Stavro, seu uso exibe uma ampla gama de propriedades terapêuticas, incluindo alívio de dores musculares, artrite reumatoide, distúrbios gastrointestinais, febre intermitente, problemas renais, antioxidantes, antimicrobianas, anti-inflamatórias, cardioprotetoras, imunomoduladores, benefícios no câncer, diabetes mellitus, doenças autoimunes, condições cerebrais ou psiquiátricas como melhora na cognição, demência, doença de Alzheimer (DA), esquizofrenia e depressão.

Relatórios iniciais sugerem efeitos residuais da infecção por SARS-CoV-2, como fadiga, dispneia, dor torácica, distúrbios cognitivos, ansiedade, depressão e alteração do sono.

EFEITOS TERAPÊUTICOS DA CURCUMINA CONTRA COVID-19

Alivia Depressão

As evidências mostram que a curcumina pode aliviar os sintomas da depressão, aumentando a neuro gênese no hipocampo e no córtex frontal do cérebro. Um estudo (em ratos) de 2009 que avaliou os Potenciais da Curcumina Como Antidepressivo, mostrou que o polifenol é capaz de reverter alterações induzidas pelo estresse, alterando os níveis de neurotrofina. A curcumina não só aumenta a função neuronal, mas também pode proteger contra os efeitos da degeneração neuronal.

Antivirais

A curcumina impediu a replicação do SARS-CoV. Além disso, tem uma atividade inibitória significativa contra o efeito citopatogênico do SARS-CoV em células Vero E6. A curcumina foi eficaz contra outros vírus, como vírus influenza A, HIV, enterovírus, herpes, hepatite C e papilomavírus humano.

Broncodilatador

O principal problema da COVID19, durante todo o seu processo, são as complicações pulmonares, principal causador da mortalidade.

Efeito antiemético

Cúrcuma longa L, como medicamento fitoterápico, é usada para tratar vômitos desde os tempos antigos em países asiáticos.

Estudos mostraram que a curcumina melhorou o apetite de ratos na quimioterapia induzida. Por isso pode ser eficaz contra o vômito devido ao COVID-19.

Reduz mialgia e fadiga

• Em um estudo em animais, a administração oral de curcumina mostrou função anti fadiga e melhorou a função física.

• A administração de curcumina reduziu o estresse e a fadiga em indivíduos que experimentaram ansiedade e cansaço, relacionadas ao estresse ocupacional em um estudo randomizado.

• A curcumina evitou a perda muscular e melhorou o desempenho físico em idosos saudáveis, e retardou o início da sarcopenia.

• Esses resultados sugerem que a curcumina pode ser eficaz para controlar os sintomas de mialgia, cansaço e fadiga induzidos por COVID ‐ 19.

Anti-inflamatórios

Os efeitos anti-inflamatórios da curcumina foram relatados em estudos realizados com animais e humanos. Além disso foi mostrado efeito antipirético em ratos.

Duas metas análises de ensaios clínicos randomizados mostraram que a curcumina reduziu os níveis circulantes de IL-6 e TNF-α, que são os principais mediadores inflamatórios. Também reduziu a expressão de IL-1β em macrófagos de pacientes com doença de Behçet.

Além disso, a curcumina protegeu as células epiteliais da mucosa genital humana contra a replicação do HIV, ao inibir a ativação de quimiocinas pró-inflamatórias, como IL-8. Os efeitos protetores da curcumina foram estudados em várias doenças pulmonares, como DPOC, fibrose pulmonar e asma.

A curcumina regulou negativamente a produção de citocinas pró-inflamatórias (TNF ‐ α, IFN ‐ α e IL ‐ 6) em macrófagos e em humanos infectados com o vírus influenza A. A curcumina tem um efeito inibidor sobre a IL-17. Em outras palavras, IL-17 ao ativar P53 causa a estabilização do PAI-1, que por sua vez medeia o acúmulo de matriz extracelular e subsequente desenvolvimento de fibrose pulmonar em células alveolares tipo II.

Efeitos antioxidantes

Na infecção grave por COVID-19, a pneumonia pode causar hipoxemia, que por sua vez, altera o metabolismo celular e reduz o suprimento de energia, e aumenta a fermentação anaeróbica. Logo a acidose acontece e faz com que os radicais livres de oxigênio (RL) destruam a camada fosfolipídica da membrana celular. Portanto, um tratamento com propriedades antioxidantes será bom para esses pacientes. Neste sentido, a curcumina é uma ótima opção pelo potente efeito antioxidante presente no rizoma.

A curcumina aumentou o nível de superóxido dismutase (SOD) em lesão pulmonar aguda induzida, por isquemia-reperfusão intestinal em camundongos.

Além disso, a curcumina reduziu o nível de malondialdeído (MDA) e recuperou os níveis de xantina oxidase (XO), e a capacidade antioxidante total em lesão pulmonar induzida por ventilador em ratos.

Da mesma forma, a curcumina aumentou a atividade da enxima superóxido dismutase (SOD) e diminuiu o conteúdo de malondialdeído (MDA) no pulmão em lesão aguda induzida por sepse.

Imunidade

A curcumina combate o vírus inibindo a invasão e a multiplicação viral. Se já foi infectado, os efeitos serão menores e os sintomas serão mais brandos/leves.

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