Definindo o rumo do seu negócio para 2021

por Andreza Silva, para outrosquinhentos.com*

O ano de 2020 foi um ano e tanto e, com certeza, muitas lições foram aprendidas. Empresas perceberam que precisavam se reinventar para não serem fadadas ao fracasso, já que a crise sanitária foi uma catalisadora de mudanças e de novas demandas e, como em uma seleção natural em que os mais fortes sobrevivem, mostrou que nem só de resultados financeiros positivos sobrevive uma organização.

Muitas empresas precisaram se reinventar rapidamente, criando soluções para seus clientes e para reestruturar seu negócio, apostando suas fichas mesmo sem muitas garantias, já que o cenário não era os dos mais favoráveis.

Agora, para 2021, novos desafios surgirão. Dentre os mais significativos está uma recessão com comportamento em U, com efeitos mais duradouros e uma recuperação mais lenta. Com isso, as organizações precisarão planejar suas estratégias de forma diferente, pois novos problemas requerem novas abordagens.

Nem sempre, na reformulação da estratégia, será necessário passar por todas as etapas, mas é de suma importância analisar a circunstância atual, a situação da empresa e os objetivos que ela almeja para alinhar todos os processos e empregar as ferramentas e recursos mais adequados.


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O primeiro passo para planejar o próximo ano será olhar para trás, entender o que foi feito e analisar os resultados alcançados. De posse dessas informações será possível, então, verificar o que funcionou e o que precisa ser repensado. Por isso, é fundamental trabalhar com um banco de dados e estratificar as informações para construir um histórico capaz de subsidiar, ou ao menos orientar, futuras tomadas de decisões.

Para as empresas que se reestruturaram e passaram por mudanças significativas por conta do cenário disruptivo e pandêmico, o planejamento estratégico deve partir da revisão da missão, visão e valores, pois, certamente, essas transformações impactaram não só a estrutura dos processos como também o modelo de negócio até então adotado.

Então, define-se quais os objetivos para o próximo ciclo, adequando-os às condições impostas pelo mercado e a situação atual da empresa. Para torná-los mais fidedignos pode-se utilizar da Análise SWOT, que além de promover a identificação dos fatores internos da empresa, permite comparar seu posicionamento com o mercado e concorrentes e definir os tipos de ações necessárias para obter êxito em seus objetivos.

Aqui, é importante salientar que os objetivos podem ser segregados em curto, médio e longo prazo, mas trazendo para a nossa realidade: Não é mais possível planejar 10 anos no futuro, considerando que vivemos no Mundo VUCA. A imprevisibilidade e volatilidade desse contexto inviabiliza as previsões e exigirá mais ajustes e remodelagem. Portanto, seja realista e adapte seus planos e prazos, lembrando que a rota poderá sofrer alterações.

Outro ponto importante é que os objetivos deverão ser traduzidos em metas e monitorados por meio de indicadores. Esses indicadores deverão orientar ações estratégicas ofensivas ou defensivas, dependendo dos comportamentos apresentados, e precisam ser acompanhados diariamente para que as tomadas de decisões sejam assertivas.

Para isso, muitas empresas vêm adotando um formato de reunião mais ágil e dinâmico com duração de cerca de 15 minutos, em que pessoas-chave apresentam os resultados diários das métricas sob sua responsabilidade e determinam prazos para que as ações necessárias sejam viabilizadas, sejam elas corretivas ou contingenciais. Isso agiliza os processos e impede que falhas e desvios comprometam o resultado global da organização.

Também é crucial desdobrar esses objetivos para toda a organização. O time precisa saber qual é o impacto das tarefas individuais e dos resultados dos departamentos nos objetivos macro do negócio. Logo, a comunicação clara e transparente deverá ser adotada, já que as pessoas se comprometem com aquilo que conhecem, compreendem e acreditam.

Por fim, a empresa pode considerar possíveis melhorias para garantir processos sustentáveis, uma vez que o planejamento é algo vivo e dinâmico. Para isso, existem inúmeras metodologias e ferramentas que podem suportar essas mudanças e incrementos, mas cabe a cada gestor definir aquela que mais faz sentido para o objetivo almejado, considerando os recursos disponíveis e o panorama atual.

*Os textos dos colunistas são de responsabilidade de seus autores e não necessariamente expressam a opinião de outrosquinhentos.com



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