Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo, um dia para inspirar todos os outros

OMS aponta que um em cada quatro adultos e 3 em cada 4 adolescentes entre 11 e 17 anos, são considerados sedentários e que quanto mais desenvolvido economicamente é o país, maior é esse índice

Da Redação

Todo ano, no dia 10 de março é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo, a data foi criada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para conscientizar pessoas, empresas e governos o quanto é importante a atividade física para manter a saúde física e mental.

Dados da última pesquisa realizada em 2016 mostram que 62% da população não praticava nenhum tipo de atividade, a OMS aponta que um em cada quatro adultos e 3 em cada 4 adolescentes entre 11 e 17 anos, são considerados sedentários e que quanto mais desenvolvido economicamente é o país, maior é esse índice.

O Conselho Federal de Educação Física afirma que, apesar da atividade ser uma disciplina nas escolas, ainda não há o hábito da prática esportiva e isto acarreta a perda do interesse pelas atividades físicas fazendo com que crianças e adolescentes cheguem a fase adulta com grande tendência a problemas de saúde como obesidade, doenças articulares, probabilidade de AVC e infarto.

Mas o ideal é que todos se preocupem com o sedentarismo, incluindo profissionais que passam a maior parte do dia trabalhando sentados. Para essas pessoas é recomendado que durante o dia levante, faça alongamentos, caminhe e até mesmo tenha o acompanhamento de profissionais de fisioterapia para que façam exercícios funcionais. Ficar por muito tempo sentado pode levar ao enfraquecimento muscular, aumento do risco de desenvolver doenças cardiovasculares e diabetes.

A fisioterapeuta Camila Monteiro alerta que há cuidados para se iniciar uma vida menos sedentária, seja em que idade for, “A orientação é que sejam realizados 150 minutos de atividade física de intensidade moderada, divididos ao longo da semana. Diversas atividades podem ser feitas para se alcançar os benefícios para a saúde, como caminhada, natação, hidroginástica, bicicleta, artes marciais, e até atividades de lazer, como dança, tai chi, yôga, etc. Mas a intensidade varia de pessoa para pessoa, de acordo com suas capacidades e limitações físicas e de saúde. Por isso, é importante procurar a orientação de um profissional capacitado para indicar a modalidade que pode ser mais benéfica e mostrar qual a intensidade adequada para cada caso”.

“A atividade física regular agrega inúmeros benefícios, incluindo melhora de quadros depressivos, aumento da autoestima, prevenção e melhora da diabetes e da hipertensão arterial, diminuição do risco de doenças cardíacas e AVC, além de proteger o cérebro de doenças que comprometem o raciocínio e a memória, como a Doença de Alzheimer”, salienta da fisioterapeuta Patrícia Sena. É importante ter em mente que a qualidade de vida durante o processo de envelhecimento é proporcional à nossa regularidade de atividade física ao longo de toda a vida. Por isso, desde cedo devemos evitar o sedentarismo e todas as suas complicações.

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