Dívida? Nunca mais! Saiba como acertar suas contas

É possível se livrar das dívidas definitivamente gerenciando o orçamento corretamente

Da Redação

De acordo com uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), divulgada no último ano, 41,6% da população adulta no país está incluída em cadastros de restrição de crédito.

O desemprego e a crise explicam em parte a dificuldade que grande parte das pessoas enfrenta para pagar as dívidas e fechar o mês com a conta bancária positiva. Mas, além disso, outro fator que influencia o endividamento é a falta de gestão do orçamento familiar.

Para sair dessa situação e fazer com que os custos e gastos caibam na renda mensal, é necessário estar aberto e ter flexibilidade para fazer mudanças no dia a dia.

Para começar, é preciso entender os seus gastos, com um levantamento de sua vida econômica: com a ajuda de uma planilha, some todos os seus ganhos (salários, pensões, extras, etc.) e, em seguida, liste as despesas ao longo do mês, com o maior detalhamento possível. Assim, é possível identificar quais gastos podem ser cortados. Para isso, é preciso mudar de estilo de vida, estabelecendo prioridades e avaliando a possibilidade de mudar alguns hábitos, que podem passar pela substituição itens de seu consumo por outros mais baratos (como, por exemplo, substituir o plano de TV por assinatura por um serviço de streaming, mais em conta).

Porém, se estiver na faixa dos superendividados (com 100% ou mais de sua renda comprometida), as mudanças precisam ser radicais. Considere morar em um lugar mais barato, mudar seus filhos de escola e vender o carro. Essas são algumas medidas que, com certeza, vão ajudá-lo a alcançar o equilíbrio.

Não comprometa mais de 30%

Caso boa parte da sua renda mensal (mais do que 30%) esteja sendo usada para o pagamento de dívidas, chegou o momento de rever os seus hábitos. Caso contrário, será difícil colocar as finanças em dia.

Como pagar as dívidas

Descubra o quanto do seu orçamento está comprometido. Para isso, divida o total das dívidas pela renda familiar.

Se cerca de 30% de sua renda está indo para as dívidas, é preciso cortar alguns gastos pessoais. Todo dinheiro extra que entrar na conta, como o 13° salário, deve ser usado primeiro para quitar as contas.

Repense o uso do cartão de crédito

Só use o cartão se puder pagar o total da fatura – além de comprometer sua renda com o parcelamento, há, ainda, as taxas de juros.

Renegociar a dívida é um caminho

Outra alternativa para colocar a vida financeira em ordem é tentar a renegociação da dívida: entre em contato com o fornecedor, reconheça que está em dificuldade financeira e fale sobre a possibilidade de acordo, ampliação de prazos ou redução de taxas.

A negociação, no entanto, deve ser feita por escrito e com a assinatura de duas testemunhas. Se não tiver jeito e a nova transação precisar ser feita por telefone, peça o número de atendimento e o número do registro da renegociação. Anote o nome da pessoa com quem falou, dia e hora, e peça que o documento seja enviado por escrito confirmando o acordo. E nunca deixe de cumprir os novos prazos ajustados: os juros podem ser ainda mais altos do que os da dívida original.

Empréstimo só em último caso

A melhor alternativa para quitar seus débitos é com ajustes nos gastos, evitando ao máximo pedir empréstimos. Se não tiver como evitar, opte pelo consignado: é o que pratica os menores juros do mercado e, normalmente, é pouco burocrático. Mas se não tiver direito a esta modalidade, faça uma extensa pesquisa sobre os tipos de empréstimo existentes no mercado para escolher a opção mais vantajosa.

Aluguel

É possível pensar em se mudar para um lugar mais em conta, mas também é possível negociar o valor do aluguel direto com o proprietário: alegue que você sempre foi um bom pagador ou, se for o caso, que outros imóveis similares ao que você mora estão mais baratos.

Transporte

Em alguns casos, andar de táxi ou usar aplicativos de transporte pode ser mais vantajoso do que manter um carro. Se você não pode abrir mão do seu veículo, fique atento às formas de economizar no combustível: se seu carro é flex, multiplique o valor da gasolina por 0,7. Se o resultado for maior em comparação ao preço do álcool, abasteça com esse combustível. Se for menor, prefira a gasolina.

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