Especialista responde: Posso perder direito ao seguro auto?

Aplicativo lista situações que fazem brasileiros terem o sinistro negado pelas seguradoras

Da Redação

Para muitas pessoas, ler ou compreender efetivamente as cláusulas de contrato, como os de apólice de seguro, é algo que pode passar batido, já que os textos são longos e com termos complicados. Mas será que existem riscos ao desconhecer o que estão nesses documentos?

No caso do seguro auto, por exemplo, proprietários de veículos podem imaginar que estão totalmente seguros em qualquer ocasião, mas existem algumas situações que podem fazê-lo perder o direito à cobertura do seguro auto se não ficarem atento ao que está previsto na contratação do serviço. “O ideal é que todo segurado leia atentamente as cláusulas da apólice, conheça suas coberturas, seus direitos e deveres. Por mais que possa parecer maçante ou complicado de entender, é lá que estão as informações necessárias para o bom uso do seguro auto”, explica Paulo Marchetti, CEO da Compara Online, marketplace de seguros e produtos financeiros.

Por isso, a plataforma listou algumas situações que fazem perder o direito à utilização do seguro auto:

– Informei que meu carro passava as noites na garagem, mas ele fica na rua. Se eu for furtado perco o direito ao seguro?

O questionário de perfil é usado pela seguradora para avaliar o risco e precificar o seguro. As coberturas contratadas por ele apenas serão válidas se o comportamento de uso refletir o que foi preenchido no questionário. Por isso, é importante sempre responder os dados corretos. A seguradora fará uma pesquisa sobre as condições em que o veículo estava na ocasião e pode se recusar a pagar caso seja comprovado que as informações estavam incorretas. No entanto, se o veículo, por alguma situação excepcional, pernoitar fora da garagem e isso for certificado pela seguradora, o pagamento ocorrerá normalmente.

– Ocorreu um acidente de trânsito e o nome do condutor não está na apólice: o sinistro é negado?

Não necessariamente. Se o condutor do veículo respeitar as condições do questionário de perfil de risco, não será negado. Por exemplo: no questionário de risco a seguradora pergunta quem é o condutor principal (quem dirige o carro por 80% do tempo) e coloca na apólice. Se o condutor presente no acidente não estiver na apólice, mas também não dirigir o carro mais de 20% do tempo, ele terá cobertura em caso de sinistro normalmente.

– Transitar por áreas alagadas é motivo para perder o direito ao seguro?

Sim. Se o cliente se colocar deliberadamente em uma situação de risco, como tentar passar por uma via alagada, a companhia pode negar o pagamento do sinistro, já que ele assumiu o risco.

– Se estiver embriagado e causar um acidente, o sinistro será negado?

Sim. O condutor precisa cumprir as leis para estar coberto. Em caso de sinistro, se ficar comprovado que o segurado dirigiu embriagado ou a cima do limite de velocidade o sinistro pode ser negado.

– Existe um número máximo de pedidos de sinistro para uma mesma apólice?

Depende do tipo sinistro e apólice. No caso de perda total e/ou restituição de valor total da apólice, ela será finalizada e o segurado precisará fazer uma nova apólice para o veículo. Já em uma batida de dano parcial o número de sinistros é ilimitado. Algumas apólices podem limitar número de acionamentos de assistência 24h (guincho, chaveiro, etc) durante a mesma vigência.

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