Fake news é cilada para pais e filhos… mas pode ser evitada em família!

Atitudes fáceis e práticas identificam como fugir das fake news na internet em geral e, sobretudo, nas redes sociais, em família e com os filhos

por Cláudia Costa

Há alguns anos os sites informativos, como o nosso, e as redes sociais vêm nos ajudando a nos manter atualizados sobre os acontecimentos, levam a notícia em tempo real e facilitam nossas vidas. Porém, paralelo a tudo isso de bom que a tecnologia pode nos proporcionar, vemos também o lado negro que são as notícias falsas, também chamadas pelo termo em inglês de fake news.

Todo mundo ou quase todo mundo já passou por uma situação na vida em que alguém (seja um vizinho, ou um colega) fez algum comentário sobre você  e essa informação foi passando de uma pessoa para a outra até tomar proporções tão grandes que “até provar que focinho de porco não é tomada”, você se viu em uma situação embaraçosa, não é mesmo? Um verdadeiro telefone sem fio! Imagine isso agora com um alcance inúmeras vezes maior. É assim que funcionam as fake news. Um site X ou uma pessoa divulga uma notícia falsa ou manipulada e os leitores (internautas) começam a compartilhar e curtir de forma desenfreada, sem muitas vezes nem ler o conteúdo ou checar a confiabilidade da fonte, um perigo sem tamanho.

Podemos usar como exemplo o surto de febre amarela, onde várias páginas recomendavam não tomar a vacina pois ela própria pode matar. Foi divulgado em páginas do Facebook e até mesmo grupos do Whatsapp áudios de pessoas que se diziam “médicos” ou especialistas falando para o individuo não tomar a vacina. Devido a grande repercussão, quantas pessoas deixaram de se vacinar? Várias! Ficando vulneráveis e comprometendo não só sua própria saúde como a de todos ao seu redor… e esse é apenas um exemplo do perigo e das consequências que noticias falsas podem causar.

As notícias falsas são escritas e publicadas com a intenção de enganar, a fim de obter ganhos financeiros ou políticos, muitas vezes com manchetes sensacionalistas, exageradas ou evidentemente falsas para chamar a atenção. Mas você pode se blindar desse conteúdo e não se enganar, a partir de simples atitudes:

  1. Considere a fonte da informação: tente entender sua missão e propósito olhando para outras publicações do site.

  2. Leia além do título: Títulos chamam atenção, tente ler a história completa.

  3. Cheque os autores: Verifique se eles realmente existem e são confiáveis.

  4. Procure fontes de apoio: Ache outras fontes que suportem a notícias.

  5. Cheque a data da publicação: Veja se a história ainda é relevante e está atualizada.

  6. Questione se é uma piada: O texto pode ser uma sátira.

  7. Revise seus preconceitos: Seus ideais podem estar afetando seu julgamento.

  8. Consulte especialistas: Procure uma confirmação de pessoas independentes com conhecimento.

Há algumas instituições como “Aos Fatos” e a International Fact-Checking Network (IFCN) que se propõem a checar notícias e julga-las como falsas ou verdadeiras. A IFCN faz uso de uma rede colaborativa e faz um treinamento de seus colaboradores para que possam validar as histórias. O Facebook se comprometeu a ajudar seus usuários a identificar as notícias falsas e adicionou em cerca de quatorze países uma seção com dicas sobre como reconhecer notícias falsas.

E como lidar com as fake news no ambiente familiar?

A notícias falsas não são novidade no ambiente online. Desde a popularização da rede mundial de computadores eram muito comuns e-mails com informações de apuração duvidosa e tons alarmistas e tendenciosos. Atualmente, apesar de cada vez mais pessoas estarem familiarizadas com as “pegadinhas” da rede como clickbaits e imagens modificadas, as informações falsas ainda resistem.

Nos últimos meses, as “fake news“, notícias fabricadas, se tornaram assunto de interesse público. Informações levianamente apuradas caíram nas timelines de milhões de usuários e se metamorfosearam em pseudoverdades. Segundo Fabiany Lima, CEO e fundadora da ferramenta psicossocial Timokids, os pais devem tomar os devidos cuidados em relação as notícias online e buscar orientar sempre seus filhos sobre o que consumir na internet. De acordo com relatório da UNICEF de 2017, um a cada três usuários da rede é menor de 18 anos.

Assíduas na internet, muitas vezes elas não possuem filtros para separar o que pode ou não vir a ser uma informação verdadeira. Manchetes chamativas e palavras “isca” podem atrair a atenção dos pequenos, que muitas vezes não têm domínio do assunto tratado. Seguem algumas dicas de Fabiany para os pais que querem orientar melhor os seus filhos acerca dos perigos das “fake news“:

Incentivar a leitura: os pais devem incentivar a leitura independentemente do cenário em questão. Quanto mais a criança estiver habituada com as palavras, melhor ela poderá identificar o uso de termos pejorativos e outras práticas tendenciosas;

Preparar melhor para a realidade: uma criança que conhece uma situação, está preparada para enfrentá-la. O mundo não é apenas alegria e diversão então, enquanto há tempo, temos que fazer com que as crianças tenham conhecimento prévio de responsabilidade social, ambiental, segurança coletiva e de si mesmas. Quanto mais preparadas, melhor;

Falar sobre o mundo em que vivemos: a sociedade é complexa e não devemos esperar que nossos filhos entendam questões geopolíticas, sociais e filosóficas enquanto pequenos. No entanto, os pais podem estimular a curiosidade acerca de temas mais leves que envolvam estas disciplinas como mapas, línguas, culturas estrangeiras e atualidades. Dessa forma, a criança já começa a desenvolver suas habilidades de compreensão do universo fora do cerco familiar;

Acompanhar o que seu filho assiste/lê: uma vez sozinhas no ambiente online, as crianças exploram qualquer território que lhes chame a atenção. A ordem é sempre orientar para os perigos das redes sociais, mas conversar com os filhos sobre o que eles estão assistindo, quem eles seguem nas redes, quais canais são seus preferidos também é essencial.


Cláudia Costa

Cláudia Costa é natural de São José dos Campos e tem 27 anos. É formada em Ciência da Computação pela Faculdade Anhanguera e certificada Microsoft em Gerenciamento de Banco de dados SQL Server e Segurança da Informação. É apaixonada por leitura, tecnologia e novidades.

 

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