Fazendo o bem na pandemia: Bancária cria coletivo para ajudar diaristas do Rio de Janeiro

Grupo já conta com oito mulheres e gerou R$3.300 de renda em um mês de existência

por Leandra Vianna, para outrosquinhentos.com

No intuito de ajudar mulheres de famílias carentes que prestam serviços domésticos no Rio de Janeiro, Baixada Fluminense e na região metropolitana da capital carioca a recuperarem a sua dignidade, através da divulgação dos seus serviços e conquista de novos clientes, a bancária Patrícia Marins criou o coletivo de diaristas Amigas do Lar.

O grupo oferece faxineiras, arrumadeiras, babás, cozinheiras, passadeiras e até mesmo o serviço de “esposa de aluguel” (mulheres que fazem pequenos reparos e reformas).



“A ideia de criar o Amigas do Lar surgiu da minha indignação com tantas dores e histórias de superação, que não podiam parar por falta de apoio. É um gesto de amor, de ajuda, é estender a mão para quem já sofre tanto”, afirma a criadora do projeto.

Criado em janeiro de 2021, com apenas um mês de existência o coletivo já impactou oito vidas e gerou R$3.300 de renda para as famílias dessas mulheres, quase todas mães solteiras e desempregadas, e já soma 800 seguidores na página do Facebook criada para a divulgação.

“Todas elas receberam uma média de R$300 em diárias no mês de janeiro, fazendo duas diárias cada uma”, explica Patrícia.

O grupo de beneficiadas conta com mulheres que viveram grandes superações.

Venha com a gente conhecer um pouco dessas histórias reais

A pedreira Sandra Ferreira Lopes foi sobrevivente de uma chacina em que perdeu toda a sua família no subúrbio carioca e hoje presta serviços de reformas para sustentar a família.

Jéssica Yane teve sua casa em situação de risco interditada pela Defesa Civil na favela da Providência, Rio de Janeiro.

Entre elas também está Luana Oliveira, que perdeu a mãe aos 17 anos e hoje cria sozinha três filhos, dois sobrinhos e busca uma moradia digna.

Outra grande superação é a de Alessandra Silva, que foi expulsa de casa aos 13 anos e hoje precisa ajudar o marido no sustento de dois filhos.

Já Josenilce Goulart da Luz foi abandonada pelo marido após 20 anos de casada e superou uma depressão através do esporte. Hoje é corredora.

Nathália Castro é mãe solteira, tem formação de professora, mas atua como babá para criar o filho.

Carine Martins já chegou a passar a noite no terminal rodoviário de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, por não ter onde dormir com os filhos.

O projeto não para de receber pedidos de novas adesões e para isso, precisa conseguir mais colaboradores.

“Queremos atender outras mulheres e também outras demandas que vêm junto, como uma rede de ajuda para tomar conta dos filhos enquanto trabalham, atendimento médico e psicológico”, acrescenta a criadora do coletivo.

Patrícia conta que teve a colaboração de uma rede de amigos para divulgar. “Tivemos muitos compartilhamentos e divulgação nas redes sociais e contei com a consultoria de uma social media”.

Hoje, o coletivo Amigas do Lar reúne diaristas que prestam os serviços de faxineira (em casas, escritórios e imóveis comerciais), passadeira de roupas, babá, cozinheira, arrumadeira, pinturas, pequenas reformas e pequenos reparos. Além disso, vai começar a comercializar o seu próprio desinfetante.

“Quero que todas terminem seus estudos, pelo menos o Ensino Médio, que todas abram seu MEI (micro empreendedor individual) e que aprendam a ter uma gestão financeira”, finaliza Patrícia Marins.

Como ajudar

Se você tem uma empresa e quer entrar nessa corrente do bem, entre em contato com a Patrícia Marins pelo whatsapp (21) 98922-7555.

Siga a página no facebook e colabore divulgando os serviços. Se você é do Rio de Janeiro, Baixada Fluminense ou Grande Rio, contrate uma diarista pelo Whatsapp.

, , , , , , ,