Felicidade tem dia próprio – além de todos os dias – 20 de março celebra o sentimento (ou a busca dele)

Não é possível definir o que é ser ou estar feliz, mas é fato que todos estão em busca deste sentimento

Da Redação

Com o objetivo de inspirar, mobilizar e promover o sentimento pelo mundo, a ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu, em 2011, o dia 20 de março como o Dia Mundial da Felicidade. Mas afinal, o que define esta emoção? Segundo o dicionário Michaelis, é um “estado de espírito de quem se encontra alegre ou satisfeito, alegria, contentamento, fortúnio, júbilo”.

No entanto, na prática, ser ou estar feliz é subjetivo. “A felicidade pode ser um estado de espírito que a pessoa atinge quando faz coisas que estão alinhadas com seus valores”, avalia Emerson Vamondes coach e presidente do Instituto Evoc (Evolução Comportamental). “Assim como todo e qualquer valor, este sentimento é intangível, portanto, não é possível medir se ele é pequeno ou grande”, completa.

Segundo o autor egípcio Mo Gawdat, muitas pessoas acreditam que o sentimento só é alcançado quando conquistam algo ou chegam a um determinando patamar de trabalho. Porém, Gisa Azeredo, coach e terapeuta comportamental, destaca que não há regra para definir se alguém é feliz. “Atingir a felicidade está ao alcance de todos, mas cada um tem o seu jeito de encontrar essa felicidade”, afirma.

Assim, não há fórmula para ser feliz. “A felicidade é como eu interpreto ou reajo aos fatos, dando significados bons ou ruins”, define Gisa. “Tem coisas que deixam o indivíduo satisfeito e, com isso, ele atinge a felicidade. Então, se ele busca fazer estas coisas, eliminando da sua vida os fatores que o incomodam, haverá alinhamento de sensações que nomeamos de felicidade”, assinala Vamondes.

E qual seria a dimensão, significado ou intensidade da felicidade?

Você já parou para pensar se é feliz? O que é felicidade para você? De acordo com o Dicionário Aurélio, felicidade é a “qualidade ou estado de feliz”. O substantivo feminino é descrito ainda como “bom êxito, sucesso”. Independentemente das definições, o fato é que as pessoas do mundo inteiro anseiam por se tornarem mais felizes, não importando o que realmente isso significa.

Para Gustavo Arns, facilitador do curso de Felicidade da Universidade Positivo, tentar explicar em poucas palavras o que é felicidade é um erro, visto que, segundo ele, “se perguntarmos para 100 pessoas, vamos ter 100 diferentes conceitos”. Entretanto, diz, é importante frisar que a maior parte das pessoas procura a felicidade no lugar errado, pois, via de regra, ela está mais perto do que se imagina.

“O nosso estilo de vida e modelo de sociedade nos leva a buscar felicidade em fatores externos. ‘Eu vou ser feliz quando acontecer algo’, sendo que a felicidade é algo muito mais interno. Ela é a soma e a relação do nosso bem-estar físico, emocional, espiritual, relacional e intelectual. Quando conseguimos alimentar essas cinco áreas da nossa vida, de forma que consigamos estar bem com elas, aumentamos a sensação de felicidade”, explica.

Aprendendo a ser feliz

E felicidade se ensina? Nos últimos anos, a busca pela felicidade tornou-se uma epidemia mundial, tanto que universidades em todo o planeta investiram tempo e dinheiro em cursos que ensinam as pessoas a serem mais felizes.

A Universidade Harvard, nos Estados Unidos, foi uma das pioneiras e hoje, cerca de dez anos depois da primeira turma, a disciplina do professor israelense Tal Bem-Shahar é uma das mais concorridas do campus. O estudioso, inclusive, foi uma das inspirações para que Arns lançasse no Brasil o Congresso de Felicidade, que teve o Grupo Positivo como parceiro e acabou originando o curso de Felicidade da Universidade Positivo.

“A ciência nos diz que podemos construir a nossa felicidade com ações positivas. O curso trata disso. Nele, ofertamos, além de toda a teoria, uma base de ferramentas para aplicar na vida pessoal”, ressalta Arns.

Mais feliz

O curso Felicidade e Bem-Estar da Universidade Positivo está em sua primeira edição – iniciou em novembro e tem término previsto para junho de 2019. As aulas acontecem aos sábados, uma vez por mês e, de acordo com Arns, as 44 vagas ofertadas foram preenchidas rapidamente por pessoas de diversas localidades do Brasil.

Uma das alunas do curso é a médica e cirurgiã do aparelho digestivo, Carolina Gomes Gonçalves, professora e coordenadora adjunta do curso de Medicina da Universidade Positivo. Para ela, o curso abriu novos horizontes. “Quando procurei a disciplina, eu queria aprender mais sobre o sentimento para humanizar ainda mais a formação dos estudantes. O que aprendi é que, antes de querer ensinar aos outros a serem felizes, precisamos ter a humildade de aprender a construir a própria felicidade”, divide.

De acordo com a profissional, um dos importantes aprendizados no processo de construção da felicidade, foi a mudança de hábitos às custas de muita disciplina. “Fazendo também quem está ao nosso redor mais feliz”, afirma. Além disso, a professora afirma que o compartilhamento de experiências é algo fantástico durante o curso de Felicidade. “Lá, encontrei pessoas que espontaneamente estão dispostas a aprender com esse assunto – e suas experiências e vivências contribuem muito para transformar a forma como eu enxergo o mundo hoje”, diz Carolina.

Além da transformação pessoal, a participação de Carolina no curso de Felicidade teve outro resultado: a oferta de uma disciplina de Felicidade para os alunos de Medicina da Universidade Positivo. O curso, que teve início em março deste ano, ofertou 20 vagas, rapidamente preenchidas. Segundo a professora, os alunos podem esperar um curso autêntico, sem certo ou errado, que oferece ferramentas, cientificamente comprovadas, capazes de promover o aumento da felicidade e do bem-estar, além da melhora da qualidade de vida. “O curso de Medicina é longo,  com muitas exigências, além de trazer aos nossos estudantes grandes desafios. Por essa razão, estudamos sempre novas formas de ensinar Saúde e não apenas doenças. A Ciência da Felicidade veio de encontro a essa nossa demanda, pois justamente consiste no estudo de técnicas e ferramentas de promoção da saúde física e mental, além da felicidade”, finaliza a professora.

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