Fibromialgia: dor crônica pode ser amenizada com exercícios físicos

Educadora física lista benefícios da inclusão da atividade física na rotina de pacientes

Da Redação

A fibromialgia é um transtorno crônico que acarreta grande impacto na qualidade de vida de milhares de pessoas, pois, provoca dores musculares fortes por todo o corpo. Acompanhada de sintomas como fadiga, alterações de sono, memória e humor, a fibromialgia costuma afetar principalmente mulheres, entre 30 e 60 anos. Existem, no entanto, casos registrados em pessoas mais jovens acometidas pela doença e até crianças.

Atualmente, 37% da população do país convive com algum tipo de dor crônica, de acordo com dados da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED). Segundo especialistas, a doença está presente em até 2,5% da população brasileira.

E, apesar de ainda não haver uma cura para a fibromialgia, já é comprovado que a prática de exercícios físicos pode ajudar os pacientes a conviverem com a doença, melhorando sua qualidade de vida e amenizando suas dores.

É o que explica a educadora física Rossana Gomes, da Academia Runner de São José. Segundo ela, a atividade física, principalmente aeróbica, traz um efeito analgésico importante e ainda desvia a atenção do fibromiálgico da dor. “É preciso que a pessoa que sofre de fibromialgia respeite seus limites e progrida com orientação dos profissionais que o acompanham e de acordo com sua capacidade”, ressalta a educadora. A resposta do organismo ao exercício tende ser bem rápida e resultados satisfatórios são obtidos com até oito semanas de treinamento.


“É preciso que a pessoa que sofre de fibromialgia respeite seus limites e progrida com orientação dos profissionais que o acompanham e de acordo com sua capacidade” – Rossana Gomes, educadora física


As causas da fibromialgia ainda são desconhecidas, mas, vários fatores podem ser relacionados à síndrome, tais como a genética, infecções por vírus e doenças autoimunes, distúrbio do sono, sedentarismo ansiedade e depressão. Também pode ser desencadeada por trauma físico ou estresse psicológico. “Os exercícios atuam como coadjuvantes no tratamento, uma vez que reduzem a intensidade da dor e da fadiga, além de proporcionarem as seguintes contribuições: diminuição da tensão muscular; diminuição do estresse e da ansiedade; auxílio no controle de peso corporal; favorecimento quanto à coordenação motora para as atividades diárias e melhora da qualidade de vida”, avalia a profissional. “O ideal é a realização de exercícios moderados, com duração de cerca de 30 minutos por sessão para o iniciante, até três vezes na semana. Já os exercícios de musculação são realizados com os grandes grupos musculares dos braços e pernas, abdômen e costas”, finaliza Rossana.

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