#GUGUVIVE: familiares do apresentador lançam campanha para conscientização sobre doação de órgãos

O objetivo da campanha é incentivar as pessoas a seguirem o exemplo de Gugu declarando-se doadoras

Da Redação | outrosquinhentos.com

Em 21 de novembro de 2019 um trágico acidente doméstico em Orlando, Florida, Estados Unidos, tirou de cena o apresentador Gugu Liberato, aos 60 anos. Atendendo a uma vontade dele, seus órgãos, tecidos e ossos foram doados e segundo a Our Legacy, instituição que cuidou de todos os trâmites referentes à retirada, conservação e intermediação com os pacientes necessitados, cerca de 50 pessoas foram beneficiadas com este ato.

Informações do Registro Brasileiro de Transplantes dão conta que, em 2019 a taxa de doadores efetivos no Brasil cresceu 6,5%. A grande divulgação na mídia nacional sobre a doação dos órgãos e tecidos de Gugu Liberato, na Flórida, foi um fator decisivo para esse crescimento.

No Brasil, 41.455 pessoas aguardam por um órgão (dados do primeiro semestre de 2020). Somente no primeiro semestre de 2020, 1384 pessoas morreram durante essa espera. A negativa familiar é um dos principais motivos para que um órgão não seja doado no país. Uma das razões para essa recusa é a falta de conhecimento sobre o que é a morte encefálica, além de outros mitos relacionados à doação de órgãos.

O impacto da Covid

Em 2020 os números de doadores de órgãos, que já estavam abaixo do esperado pelo Ministério da Saúde, tiveram uma queda de 32% nas doações de órgãos entre o primeiro óbito registrado por Covid-19 até o final de junho de 2020, impactando negativamente em 43% o número total de transplantes de todos os órgãos.

Embora a grande maioria da sociedade veja a doação de órgãos e tecidos como um ato de solidariedade e amor, ela sempre acontece num momento de extrema dor, e só se concretiza após a autorização dos familiares. Trata-se de uma decisão difícil a ser tomada num momento extremamente dolorido. O impacto de receber a notícia de uma morte inesperada é imensurável, e tomar decisões num momento como esse não é fácil para ninguém.

Protagonizada pela família do apresentador, a campanha Gugu Vive foi desenvolvida em parceria com a “Colabore Com o Futuro” (negócio social que tem como objetivo ampliar o acesso da população à saúde), o Escritório de Advocacia Carlos E. F. Regina e a jornalista Esther Rocha, contando com o apoio da ABTO – Associação Brasileira de Transplante de Órgãos.

A partir de 19 de novembro várias ações conjuntas com os meios de comunicação acontecerão com a finalidade de conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos, esclarecer alguns mitos e explicar a importância de conversarmos com nossas respectivas famílias sobre o assunto.

Em um comercial para tv e internet, João Augusto, Marina e Sofia Liberato, filhos do apresentador, Maria do Céu, mãe, Aparecida e Amandio Augusto, irmãos, convidam a população à se declararem doadoras e dividem a sua experiência de autorizar a retirada dos órgãos em um momento tão difícil: “Gugu nos mostrou que fazer o bem nos ajuda a diminuir a dor. Com a doação de seus órgãos, pudemos dar uma oportunidade de recomeço e alegria para outras famílias, e isso nos trouxe paz em um momento difícil”.

Além do vídeo, a campanha Gugu Vive conta com banners digitais e um filtro de Instagram que será divulgado para motivar as pessoas a postar em seus storys e marcar suas respectivas famílias para que estejam cientes dessa escolha. Todo material promocional será enviado aos meios da comunicação (emissoras de tv, portais, sites e blogs, rádios, jornais, revistas) com um pedido de engajamento como apoiadores.

Todos os profissionais envolvidos na campanha Gugu Vive trabalharam como voluntários. Assim foi possível a criação, organização, produção de áudio, vídeo e material gráfico sem custo algum.

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