Inteligência emocional para crianças: confira dicas de atividades e leituras

Em um ano difícil como foi 2020, sentimentos como medo, ansiedade e frustração ficaram à flor da pele

Da Redação | outrosquinhentos.com

Para que 2021 seja mais leve para a família, falar sobre as emoções é um passo importante, ajudando a transformar a percepção de como os pequenos encararão os desafios que naturalmente surgirão ao longo da infância.

De acordo com Cláudia Onofre, pedagoga da Dentro da História, plataforma de livros personalizados que possui títulos como ‘Minhas emoções’ e ‘Eu e o Mundo’, estimular a inteligência emocional de forma mais lúdica traz melhor entendimento aos pequenos e ajuda a fortalecer laços e promover acolhimento

De acordo com Phillip Fisher, pesquisador do Centro de Neurociência Translacional da Universidade de Oregon e membro do Centro de Desenvolvimento Infantil da Universidade de Harvard, as crianças são as que mais vão sentir os efeitos do momento atual a longo prazo, isso porque a pandemia tem potencial para desgastar o sistema biológico de tal forma que pode aumentar a incidência futura de doenças como diabetes, problemas cardiovasculares e de saúde mental.

A dificuldade em processarem sozinhos toda a situação e a insegurança sobre o futuro acabaram desencadeando nos pequenos sentimentos que, se não forem trabalhados, podem resultar em problemas comportamentais a curto, médio e longo prazo. Por isso, de acordo com Cláudia Onofre, consultora pedagógica da Dentro da História, investir no desenvolvimento socioemocional é mais importante do que nunca!

Identificando sentimentos

Tão importante quanto conversar com as crianças sobre os sentimentos, é aprender a identificar o que elas podem estar sentindo. Para isso, Cláudia ressalta que os pais precisam estar atentos ao comportamento dos filhos em diversos aspectos, seja através do corpo, expressões ou atitudes que nunca tiveram anteriormente.

“Colocações ou respostas que podem ser chorosas, melancólicas ou agressivas é um sinal; eles também podem demonstrar através da produção de desenhos e atividades com sucata ou massinha. A criança quando não está bem tende a fazer desenhos muito pequenos, escuros ou até mesmo sem cor, já com a sucata ou massinha terão dificuldades de grandes feitos, porque a criatividade vai estar abalada”, comenta.

Falando de sentimentos

Conversar com os pequenos pode não ser tarefa fácil, mas é fundamental para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais essenciais para o sucesso na vida adulta, pois traduzem a capacidade da criança compreender e lidar com as próprias emoções, desenvolver o autoconhecimento, relacionar-se com o outro, ser apta a colaborar, mediar conflitos e solucionar problemas.

Na coleção ‘Minhas Emoções’, da Dentro da História, com o monstrinho do medo, a criança descobrirá o que pode despertar essa emoção e aprenderá a encontrar o monstrinho da coragem para enfrentá-la.

Com o monstrinho da raiva, a criança aprenderá que o sentimento aparece quando algo não está como ela quer, e quando surge, gritar ou fazer birra não é melhor caminho, é preciso agir de forma inteligente; com o monstrinho da tristeza, a criança entenderá que diante determinadas situações pode sentir vontade de chorar e ficar isolada, mas que o importante é enfrentar as dificuldades para ficar mais forte; e com o monstrinho da felicidade, a criança aprenderá a identificar de onde vem essa sensação e por que ela faz com que as pessoas se sintam bem.

Na coleção ‘Eu e o Mundo’, com o monstrinho da ansiedade, a criança aprenderá como o sentimento pode aparecer e como é importante vivenciar o presente; com o monstrinho do ciúme, a criança identificará que a emoção pode surgir quando sente que pode perder algo valioso, mas descobrirá que tudo que é bom se multiplica quando é dividido.

Com o monstrinho da frustração, a criança entenderá que pode se frustrar quando algo não sai conforme o planejado, mas que faz parte da vida aceitar que nem tudo pode ser controlado; e com o monstrinho da vergonha, a criança poderá entender como a emoção surge diante determinadas situações e como agir para não ficar paralisada por ela.

Os títulos podem ser encontrados por R$ 69,90 cada + Frete no site.

“Conversar sobre sentimentos com as crianças de forma respeitosa é acolhimento, colo, amor e principalmente garantir que a família é o porto seguro para qualquer situação. E utilizando de materiais lúdicos, como a Coleção Monstrinhos, da Dentro da História, facilita tanto para os pais iniciarem uma conversa, quanto a criança se expressar”, comenta a pedagoga.

Segurança para sentir e compartilhar

Cláudia destaca que o foco é ensinar as crianças a compreenderem seus próprios sentimentos, criando uma atmosfera de bem-estar em todo o ambiente familiar. Dessa forma, a criança se sente segura para, depois de identificar suas emoções, compartilhá-las e conseguir controlá-las.

“A pandemia nos ‘obrigou’ a ter uma convivência colaborativa e entender que as emoções foram feitas para serem sentidas, e não reprimidas. Ajudar de forma leve e criativa as crianças a entenderem seus sentimentos é contribuir para que tenham um futuro seguro e equilibrado”. Cláudia dá dicas de caminhos que irão ajudar para que o suporte seja amoroso, fortalecendo vínculos para toda a vida. Confira algumas sugestões preparadas pela profissional:

  • Conte histórias da infância, seus sentimentos e como lidava com eles;

  • Ensinar para os pequenos os nomes das emoções e o que elas significam. Se as crianças forem bem pequenas, usar o recurso dos livros da coleção monstrinhos ou até mesmo emojis;

  • A literatura é excelente nesta área, por isso é aconselhado investir em leituras compartilhadas e se permitir viver aquele momento como uma criança, fazer caretas e dar vida aos personagens, explorando a voz com entonações diferentes;

  • Mostrar que errar é normal e que se algo não der certo também está tudo bem;

  • Falar sobre sentimentos como raiva, medo e saudade e que é preciso aprender a lidar com eles;

  • Na internet tem games com temas socioemocionais. Joguem juntos!

  • Não castigar quando a criança chorar ou fazer birra. Se aproxime, mostre que entende a frustração do pequeno.

Amor, respeito e aproximação: pontos que a pandemia fortaleceu

De acordo com Cláudia, em meio a diversidade e desafios que a pandemia trouxe, alguns aspectos foram fortalecidos e dificilmente serão deixados de lado quando tudo passar. “Esse período foi capaz de despertar situações e sentimentos genuínos, famílias se aproximaram, deixaram de terceirizar a educação e os cuidados com as crianças, descobriram brincadeiras simples e sem grandes investimentos, mas repletas de amor e que sustentaram a caminhada, aprenderam a respeitar e compartilhar espaços e aflorou-se a cumplicidade”, finaliza.

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