Intestino saudável é aliado na proteção contra a Covid-19

Especialista explica a relação entre o órgão e quadros inflamatórios como os provocados pelo novo coronavírus

Da Redação | outrosquinhentos.com | São Paulo

Nos últimos dois anos o que mais temos ouvido falar é sobre os efeitos do novo coronavírus, causador da Covid-19, no organismo humano e o quanto o fato de manter a imunidade do corpo em dia é importante para fechar as portas a essa doença tão traiçoeira e que já provocou centenas de milhares de mortes no Brasil.

Pois bem, dito isso uma pergunta: você sabe em que órgão do nosso corpo se concentra a maior parte dessa tal imunidade que tanto necessitamos para evitar qualquer tipo de doença?

A maioria das pessoas nem imagina, mas é no intestino que se concentra 80% da imunidade. “O intestino é um dos maiores órgãos do nosso corpo, com uma área de extensão aproximada de 250 metros quadrados, chegando a ter o tamanho de uma quadra de tênis. E esse órgão é responsável por 80% da imunidade. Nele existe uma grande concentração de células do sistema imunológico, já que esse órgão é uma das principais portas de entrada do corpo, funcionando como uma barreira ao ambiente externo”, explica o médico cardiologista e Médico do Esporte Dr. Carlos Eduardo Portela, de São Paulo.

Segundo o profissional, um intestino com funcionamento desequilibrado é um prato cheio para que vírus e bactérias consigam entrar no organismo de forma muito mais fácil, levando a quadros de doenças que podem se tornar extremamente graves, como a Covid-19.

“O intestino é a casa de grande parte das células de defesa do nosso corpo. Ele tem também papel fundamental na produção e assimilação de vitaminas e micronutrientes responsáveis pelo processo de regeneração dos tecidos. Quando temos hábitos alimentares ruins, geramos um processo inflamatório sistêmico que pode agravar doenças como a causada pelo coronavírus. Se há um desequilíbrio da flora intestinal, ou mesmo um estado inflamatório das células deste órgão, ocorre automaticamente uma queda importante da função imunológica e, consequentemente, da defesa do corpo contra o Coronavírus”, alerta o médico.

De acordo com o dr. Portela, a partir do momento que o vírus entra no organismo humano torna-se incerto saber como ele, de fato, vai se comportar. Por isso, cada pessoa que é contaminada com a Covid-19, tem uma reação. “A infecção e contágio pelo coronavírus acontece, quase na totalidade, por exposição a gotículas respiratórias expelidas, contendo vírus.

Como esse vírus irá se comportar dentro do corpo dependerá das condições relacionadas a imunidade e nível inflamatório de cada paciente. E aqui está a grande importância do intestino! Pessoas com hábitos alimentares equilibrados e diversificados tendem a ter um intestino saudável, o que é um dos pontos primordiais para a competência do sistema imunológico”, diz o especialista.

Sinais de alerta

E como saber, de fato, se o funcionamento do intestino não vai bem e se o nosso sistema imunológico está comprometido e com falhas? Alguns sintomas simples, e que muitas vezes são deixados de lado, podem ser um indicativo forte de que algo no organismo não vai bem.

“Intolerâncias alimentares, dificuldade de digestão, alterações dos hábitos intestinais, como constipação ou diarreia crônica, gases e estufamento, apontam que a saúde intestinal tem problemas. E, se isso está ocorrendo, certamente há prejuízo na imunidade. Até mesmo sintomas não intestinais podem indicar uma imunidade baixa. Por exemplo: rinite e sinusite de repetição, acne e oleosidade, queda de cabelo, coceira e vermelhidão na pele”, alerta o Dr. Portela.

O profissional explica que quem tem um bom funcionamento intestinal não se queixa de dificuldades de digestão (azia, queimação, refluxo, gases).

Além disso, também consegue manter o hábito intestinal regular (uma ida ao banheiro todos os dias, ou pelo menos, 3 vezes na semana). “Pessoas com fezes amolecidas ou ressecadas, gases e estufamento e até refluxo ou queimação, devem ser avaliadas quanto à função intestinal”.

Grandes vilões

Sempre muito ligado ao bem-estar de forma global de seus pacientes, o médico explica que bons hábitos alimentares são os pilares para manter o intestino, e a imunidade, funcionando corretamente.

Devemos, portanto, adotar uma mudança completa de estilo de vida. A alimentação natural e rica em fibras e água é muito importante. “Sempre aconselho a evitar alimentos ultraprocessados ou aqueles ricos em gorduras inflamatórias. É o famoso, e útil: desembalar menos e descascar mais! Mas também não podemos esquecer de praticar atividade física, cuidar da qualidade do sono e o manejo de estresse”, orienta Portela.

Apesar de muita gente saber, sempre vale ressaltar que um dos maiores vilões para a saúde como um todo e, em especial para o intestino, são os alimentos ultraprocessados (refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos, macarrão instantâneo, entre outros).

“Esse tipo de alimentação é rica em adoçantes artificiais, corantes, conservantes e gorduras. Além disso, o uso frequente de antibióticos, anti-inflamatório, e de medicações que interferem no ph intestinal (substâncias com a terminologia “prazos”), além da ingestão de álcool e o estresse crônico também são extremamente prejudiciais”.

Saúde intestinal pós-covid

Pessoas infectadas pela Covid-19, acabam sofrendo uma baixa geral e vários órgãos passam por um período inflamatório com a doença. Uma das regiões do corpo mais afetadas pelo vírus costuma ser, claro, o intestino, principalmente devido ao uso de corticoides e outros medicamentos necessários para o tratamento.

“Portanto, após uma infecção por Covid-19, se for percebida alguma alteração intestinal, a primeira coisa a se fazer é buscar acompanhamento por um profissional de saúde habilitado, para que possa ser feito o diagnóstico preciso e tratamento multidisciplinar adequado. Mas algumas medidas iniciais também podem ser tomadas: aumentar o consumo de frutas, verduras e fibras; potencializar hidratação e reduzir comidas processadas e calóricas. Esses são hábitos simples, mas essenciais, e que devem ser seguidos sempre, não só no pós-covid”, pontua o Dr. Carlos Portela.

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