Menos invasivo, teste em saliva ganha a preferência dos pais e é ideal para as crianças

No caso do teste do antígeno, a sensibilidade é de 92% a 93%, já no teste em saliva, a sensibilidade é de 81%, mas essa é uma forma factível do teste ser realizado

Da Redação | outrosquinhentos.com | São José dos Campos

Hoje o mercado oferece diversos testes para a Covid-19, entre eles, está o RT-PCR, um dos mais famosos que é feito pela swab nasal (uma haste com aproximadamente 15 centímetros, semelhante a um cotonete). A coleta deste teste antígeno traz desconforto e incômodo, por isso, existe muita resistência e dificuldade de realizá-lo nas crianças.

Em busca de sanar este problema, a novidade é o teste de saliva, o mais recomendado para os pequenos não deixarem de se testar, principalmente com o retorno às aulas presenciais recentemente em muitas escolas, devido ao avanço da vacinação de grupos de risco, pais e avós.


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Segundo o Dr. Marcos Villela Pedras Polonia, médico pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro,  especialista em Medicina Nuclear pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Membro da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, alguns pais já disseram não voltar para fazer o teste de antígeno em seus filhos, por isso, a importância da chegada do teste em saliva. “É uma testagem simples e indolor, com resultado em 15 minutos”, afirma o médico.



No caso do teste do antígeno, a sensibilidade é de 92% a 93%, já no teste em saliva, a sensibilidade é de 81%, mas essa é uma forma factível do teste ser realizado. O médico explica que, a sensibilidade de 81% é especificidade de 99%, ou seja, de cada dez pacientes positivos, oito pacientes o exame vai detectar e, desses oito, todos são realmente positivos. Da mesma forma que o resultado negativo, é realmente negativo.

“O RT-PCR tem boa sensibilidade em uma coleta bem feita, por que em uma coleta mal feita, a sensibilidade cai bastante e, como a coleta em crianças é raramente bem feita, devido ao incômodo, esse teste veio para ajudar em especial este grupo”, ressalta o Dr. Marcos.

Vale lembrar que, mesmo com a continuidade da vacinação, é necessário continuar redobrando a atenção no uso de máscaras, álcool em gel e evitar, de qualquer maneira,  grandes aglomerações em festividades.



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