Período de Transição do Governo Federal deixa o mercado financeiro em expectativa positiva para 2019

Da Redação

Com a vitória de Jair Bolsonaro para presidência do Brasil, o mercado financeiro aponta uma leve reação. Os investidores ainda reagem com desconfiança, aguardando a transição do governo e analisando o poder de governabilidade do novo presidente. Em pauta, reformas e ajustes de gastos. Para os assessores de investimentos da Plátano Investimentos de São José dos Campos, o momento é de observação e cautela.

Com a confirmação formal da vitória de Jair Bolsonaro neste último dia 28, muito se pergunta sobre a mudança de perspectiva para o cenário econômico e de investimentos. Mas afinal, o que realmente muda com a eleição do candidato do PSL?

De agora em diante, os próximos passos que o mercado vai olhar serão a definição da equipe econômica, se estes nomes serão de qualidade, com viés liberal e experiência no setor público.

“O mercado espera uma combinação de Paulo Guedes e continuação de parte da equipe atual de Temer, como Mansueto Almeida e Ilan Goldfajn no Banco Central. Se esse cenário se confirmar, a Bolsa tende a subir”, observou o economista e assessor de investimentos Rodolfo Manfredini.

E por último, e mais importante, a confirmação das reformas e a profundidade e a qualidade delas. De nada adianta uma equipe respeitada se não entrarem na agenda do governo as tão esperadas reformas da previdência, tributária e de Estado (aqui, leiam-se privatizações, concessões e enxugamento da máquina pública).

Se toda essa expectativa se concretizar, segundo Boletim Focus do Banco Central da última segunda-feira, num cenário de agenda reformista média, poderemos ter numa expansão mínima, em média de 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto), o dólar em R$ 3,80, a inflação em 4,5% e a Selic em 8,0%, em 2019.

Para finalizar, neste mesmo cenário agenda reformista média, a XP Investimentos aponta que a B3 (Bolsa de Valores Oficial do Brasil) deve atingir patamares entre 105-115 mil pontos em 2019, frente ao patamar de 80-85 mil pontos na última semana. Esses pontos representam a intenção de investidores retomarem o investimento no país.

Quatro itens pesam nesta perspectiva: revisão positiva das expectativas para empresas de capital aberto para 2019 e 2020, redução da taxa de desconto das ações na bolsa, a entrada de capital e, finalmente, o aumento de alocação em bolsa dos Fundos de Investimentos, que hoje está no patamar de 5,5%, com média histórica de 8,4%.

“Em síntese, esse é o momento de investir na Bolsa brasileira, pois ainda estamos em uma janela de oportunidade que podem trazer bons resultados aos investidores. Sempre com exposição responsável de acordo com os riscos e perfil de cada cliente, e com orientação de Assessor de Investimentos”, complementou Rodolfo Manfredini.

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