#MeuDatevirouMozão: 87% acreditam em relacionamentos duradouros iniciados em apps de paquera

O jeito de flertar evoluiu: das pequeninas e delicadas mensagens dos correios-elegantes, passando pelo “chat de namoro” e chegando aos aplicativos de paquera que caíram no gosto de quem está solteiro

por outrosquinhentos.com

Conhecer pessoas, conversar e marcar um encontro ficou mais fácil nos dias de hoje. Se as compras, entretenimento, estudo e trabalho estão cada dia se modernizando em um ambiente “online”, com os relacionamentos não seria diferente.

As razões para entrar num app de namoro são inúmeras: timidez, preguiça de sair de casa ou por pura comodidade, afinal é possível definir a idade, localidade e alguns gostos em comum dos futuros “crushes” deixando tudo por conta dos algoritmos, que trabalham a favor do usuário.

Uma pesquisa realizada pelo aplicativo de opinião pública Quinto mostrou que a população está dividida em usar apps de paquera (50% usam), porém a maioria, 87% dos ouvidos já não veem mais estas plataformas como apenas diversão, mas sim um ambiente em que é possível encontrar um amor de verdade e ter um relacionamento sólido. Foram mais de 5.000 votos para esta pergunta, sendo o sexo feminino o mais expressivo, com 62%. O app também apurou onde estão estas pessoas que creem num relacionamento iniciado por aplicativos para dar uma ajudinha a quem está em busca do amor: a maioria se encontra na região sudeste, com mais de 2 mil votos.

Os números refletem uma realidade já percebida nos apps de paquera. No Badoo, por exemplo, um dos mais antigos do gênero e que conta com mais de 460 milhões de usuários em todo o mundo, um levantamento feito em dezembro de 2019 mostrou que mais de 516 mil pessoas deletaram suas contas do aplicativo, com a justificativa de terem conhecido alguém especial.

O experimento também questionou seus usuários se tais ferramentas para paquera são realmente eficientes, e dos 2.352 votos, 52% acham que “sim”, porém 92% não pagam ou pagariam para serviços adicionais que os aplicativos oferecem, como buscas personalizadas, por exemplo.

Como se dar bem nos apps

Terapeuta de casais há mais de 20 anos, Laila Pincelli separou algumas dicas de como se dar bem nos apps de paquera. “O mais importante de tudo é que a pessoa tenha clareza do tipo de relacionamento que está buscando no momento. Se está querendo apenas curtir ou se busca uma relação com compromisso”, explicou. Para isso, a profissional indica que as fotos, frases e descrição na bio sejam compatíveis com tal objetivo.

Laila aconselha também que quanto mais detalhes o usuário possa fornecer de si mesmo, mais chances terá de encontrar alguém. “Se a pessoa é esportista, por exemplo, tende a atrair pessoas com perfil parecido”. Desta forma as pessoas aumentam as chances de encontrar um verdadeiro amor.

Quais cuidados devem ser tomados na hora da paquera?

Não se exponha demais. Na hora de escolher suas fotos, evite as que possam revelar detalhes da sua família, rotina e outras informações pessoais. Também não coloque nome completo, telefones pessoais ou outras informações confidenciais.

Pense que o seu match do aplicativo é como aquele primeiro Oi da balada. Significa apenas que vocês permitiram a liberdade para se conhecer. Ainda não há um relacionamento.

Seja livre e use sua liberdade com consciência. Deixe a conversa fluir, fale bastante e descubra bastante sobre a outra pessoa. Grosserias, conversas rudes ou impróprias são totalmente dispensáveis. Se o papo começar assim, pra quê continuar?

Não leve tão a sério o match. Respeite as suas ansiedades e da outra parte também. Mesmo que você esteja com vontade de encontrar o amor da sua vida, as vontades das pessoas são parecidas mas a velocidade não. E lembre-se: calma! É apenas (por enquanto) uma paquera.

O primeiro encontro deve ser num local público e movimentado. Não é porque você curtiu o seu date que já vai sair pra casa dele ou dela nem chamar pra sua. A internet está repleta de pessoas má intencionadas. Todo cuidado é pouco.

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