Notas baixas no fim do ano? Especialista alerta como ajudar os filhos com estudo

Psicopedagoga explica como correr atrás em cima da hora e lista dicas para não perder a viagem de fim de ano por conta de inesperados

Da Redação

Restando pouco menos de um mês para o final das aulas, a preocupação com as notas escolares aumenta e o esforço se multiplica para evitar a temida recuperação: as famílias se mobilizam para estimular o estudo em prol de evitar que o problema se estenda e comprometa as viagens de fim de ano.

“Não podemos passar para o estudante a ideia de que só se deve estudar para as provas. O hábito do estudo deve ser constante, todos os dias, e realmente fazer parte da rotina das crianças. Assim, o esforço reflete nas notas”, explica Esther Cristina Pereira, diretora e psicopedagoga da Escola Atuação. “Durante todo o ano e, principalmente, em momentos de dificuldade na escola, é essencial que a família se aproxime, tanto da criança, quanto do ambiente escolar”.

Os pais devem acompanhar os momentos de estudo dos filhos de acordo com a idade e a maturidade emocional da criança, estimulando a criação de autonomia. “Educação se faz ‘gota a gota’, assim como a responsabilidade escolar’, avalia.

Com crianças de 5 anos, por exemplo, é aconselhável que os pais questionem e deem suporte, mas sem necessidade de ler o dever de casa que já foi explicado em sala de aula. “Às vezes os pais não só leem o dever de casa, mas acabam fazendo as lições também”, critica. “É fundamental que a família auxilie, mas sempre deixando a resolução dos problemas por conta da criança”.

A pedagoga conta também algumas dicas que podem ser aplicadas nesta reta final para melhorar o desempenho escolar:

AUMENTAR O TEMPO DE ESTUDO

Para recuperar assuntos abordados ao longo do ano, a educadora explica a necessidade de aumentar o período de estudo: “Uma criança que tinha costume de estudar 1h30, por exemplo, deve passar a estudar 3h30 os temas apresentados em sala, sem contar com o horário de aulas”.

CRIAR UMA ROTINA

O hábito do estudo deve ser diário e a criança deve perceber esse momento da mesma forma como dorme, toma banho e se alimenta. “De segunda a sexta-feira e às vezes no sábado, sempre no mesmo horário. Os pais devem separar um espaço específico para o estudo e, assim, a criança se condiciona a estudar”, detalha Pereira.

CANCELAR A TECNOLOGIA

É preciso de distanciar de aparelhos telefones, tablets, computadores e televisões para minimizar distrações que prejudiquem a concentração do estudante no momento de estudo em casa e durante o período em sala de aula.

ENCARAR COMO UMA RESPONSABILIDADE

Assim como os pais trabalham todos os dias, a criança vai à escola e estuda constantemente. Para a especialista, o estudo não deve ser encarado com pesar: “Alguns pais dão recompensas e presentes pelas notas altas, mas isso não deve ser feito. O bom desempenho escolar deve ser uma obrigação”.

PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NO ANO INTEIRO

Ao contrário do que pensam muitos pais, a aproximação com a escola e o ambiente vivenciado pelos filhos é vital para coordenar o desempenho dos pequenos durante o ano inteiro. O papel da família é fundamental pois é ela que decide, desde cedo, o que seus filhos precisam aprender. “Os pais precisam se posicionar como os adultos da relação, abdicando da condição de coadjuvante. Devem coordenar a vida escolar, no mínimo, até os 10 anos de idade”, aconselha Esther.

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