O poder da comunicação na era digital: A frágil parede entre o sucesso e fracasso

por Daniela Santos, para outrosquinhentos.com*

Vivemos a era digital. E com muita força! Hoje, quem não está minimamente conectado à alguma rede social/site/portal de notícias fica para trás e, principalmente, alienado em meio à agenda setting, termo muito conhecido por profissionais da comunicação, teoria essa que defende que a mídia é quem determina quais assuntos farão parte das rodas de conversas de nós, consumidores de notícias.

Com toda essa influência dos meios de comunicação em nossa sociedade, não preciso nem destacar o tamanho da responsabilidade que os veículos e seus profissionais necessitam ter, mas esse compromisso não fica restrito apenas às grandes empresas e fica abrangente, também, aos pequenos, médios e grandes influenciadores, que vêm ganhando cada vez mais espaço e notoriedade perante o público.

Os chamados influencers, geralmente, fazem seu caixa por meio de parcerias com produtos e marcas. E realmente essa troca rende muitos frutos. Uma pesquisa realizada pela empresa de marketing de influência, Spark, em parceria com o Instituto Qualibest, apontou que 76% dos consumidores já compraram ao menos um produto ou serviço recomendado pelos influenciadores. É bastante coisa!

A grande sacada desse marketing de influência é fazer com que essa publicidade seja feita de forma sutil, mas bem elaborada de modo que o receptor, às vezes, nem perceba que aquele conteúdo é pago. Aí que mora o perigo e há risco de fracasso.

Óbvio que num mundo majoritariamente capitalista, as pessoas visam o dinheiro, o lucro. Precisamos disso, é claro. Mas será que o fator financeiro deve falar mais alto que o compromisso com a qualidade do produto? E quanto a responsabilidade social? Lembre-se de que o influenciador tem, em sua figura, a própria marca a zelar.

Quando vai apresentar um produto, seja lá qual for, ele tem um cenário/estúdio a seu favor. Iluminação impecável, uma série de profissionais para deixar tudo bem organizado. Na vida real, dos trabalhadores, de pessoas comuns, não é isso o que acontece. Tá muito longe disso. E gera frustração, pois a vida daquele espectador que acorda cedo todos os dias e seu salário, muitas vezes, mal dá para pagar as contas do mês e adjacências, não é assim. E as pessoas se espelham e – muito! nessas figuras públicas.

Comunicação é a chave para evitar transtornos

Para você convencer alguém sobre um produto ou serviço: O ideal é que você tenha conhecimento sobre o que está “vendendo”. Daí a importância de já ter tido contato com o produto antes. Não há melhor forma de persuasão. A equação é simples: Usou o serviço, gostou e recomendou. Não utilizar apenas movimentos estratégicos para vender.

Outro ponto essencial para a imagem de qualquer pessoa, ainda mais de alguém que está em evidência: o influenciador precisa prezar por sua credibilidade. Portanto, evite polêmicas. Destaco um caso, em especial, que ganhou repercussão bem negativa na mídia. Em abril de 2020, em meio ao crescimento de casos de Covid-19 no Brasil, a influenciadora Gabriela Pugliesi promoveu uma festa em seu apartamento e, durante o evento, publicou uma infinidade de vídeos com frases bem infelizes. Pegou muito mal.

  • Diante de situações semelhantes, converse com seu assessor/sócio e se posicione de uma forma coerente;

  • Se não tem opinião formada sobre determinado assunto, evite entrar em polêmicas. Às vezes, não ser o centro das atenções é a melhor opção;

  • Há pessoas públicas que ganham destaque polemizando na mídia. O objetivo de chamar a atenção, é alcançado, mas será que vale a pena o risco?

  • Fique atento às preferências de seu público, inclusive, as ideológicas;

  • Seja empático e fique por dentro da situação em que sua comunidade, cidade, estado, país vivem. A maior parte das pessoas está trabalhando duro para receber um salário baixo. Não seja um influenciador que vive num mundo à parte;

  • Lembre-se de que seu nome é precioso. Não bote tudo a perder por conta de um comentário infeliz;

  • Se o seu nome já foi envolvido em polêmicas, alinhe seu discurso com seu assessor de imprensa. não adianta desmentir. Assuma o erro, se desculpe e tome uma postura diferente a partir deste momento (invista em treinamentos);

  • Mais uma vez, fale de aquilo que você consome e acredita.

*Os textos dos colunistas são de responsabilidade de seus autores e não necessariamente expressam a opinião de outrosquinhentos.com



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