OLX: 63% dos brasileiros têm itens parados em casa

Pesquisa da plataforma OLX mostra que comércio de seminovos e usados ainda tem espaço para crescer e mostra potencial de renda extra a partir da venda desses produtos

Da Redação | outrosquinhentos.com

E se o brasileiro descobrisse que os produtos que têm parados em casa podem suprir necessidades e até realizar sonhos? Roupas, calçados, celulares, eletrodomésticos, eletrônicos, artigos infantis, entre outros itens podem virar renda extra através do desapego.

É o que aponta a nova pesquisa Brasil Digital: itens parados em casa, realizada pela OLX, uma das maiores plataformas de compra e venda online do país.

O levantamento identificou que 63% dos brasileiros possuem ao menos um produto parado em casa que poderia ser vendido, mas apenas 23% o fazem. A pesquisa foi realizada com internautas com idade a partir de 16 anos, das cinco regiões brasileiras, de todos os gêneros e classes econômicas.

Quando questionados sobre o porquê não se desfazem dos itens, as respostas revelam a falta de hábito e de experiência com a negociação de itens usados. Entre os entrevistados, 15% disseram não ter nada para se desfazer, 14% afirmaram ainda utilizar o produto, 8% indicaram falta de tempo para vender e 9% acreditam que não há pessoas interessadas em comprar.

Para o CEO da OLX Brasil, Andries Oudshoorn, o brasileiro identifica com facilidade o potencial de renda a partir da venda de bens duráveis, como automóveis, mas ainda não enxerga valor em outros itens de seu dia a dia que estão parados em casa.

“A pandemia completou um ano e causou profunda mudança na vida dos brasileiros, que se reinventaram para a nova realidade. No isolamento, adequamos nossas rotinas e espaços, descobrimos necessidades e reconhecemos o que pode ser útil ou não em casa. Em um período de contenção financeira, a venda de um item já sem utilidade otimiza espaços, gera um consumo mais consciente e contribui para a sustentabilidade”, explica Andries.

O executivo também reforça o novo posicionamento da empresa como um meio que favorece a autonomia de milhares de brasileiros a encontrarem soluções para suas necessidades.

“Além de apegar e desapegar, o momento é de se reinventar. A OLX incentiva a mudança de hábito e novas formas de gerar renda. Os usuários podem contar com a plataforma para encontrarem o melhor preço ou anunciarem seus produtos e serviços”, diz Andries.

Classe social, idade e região

O levantamento mostra que as classes A/B representam 38% dos que dizem ter itens usados disponíveis para venda e a classe C responde por 51% . Em contrapartida, apenas 13% das pessoas de classes D/E disseram ter produtos que poderiam ser vendidos.

Os dados também mostram que jovens entre 25 e 34 anos são a maioria entre os que têm ao menos um item que poderia ser vendido e representam 31% dos entrevistados.

Quando observados os dados por região, o Sudeste concentra 47% dos brasileiros que possuem itens parados em casa. O Nordeste aparece com 23%, seguido pela região Sul, com 14%. Centro-oeste e Norte concentram, cada uma, 8% dos brasileiros que poderiam gerar renda com a venda de produtos que não utilizam mais.

Potencial de renda extra

A pesquisa Brasil Digital calculou o potencial do retorno financeiro com a venda dos produtos mais citados pelos entrevistados. Segundo o levantamento, a partir da quantidade média de itens que o brasileiro pode desapegar, é possível chegar a estimativa de ao menos R$ 4,7 mil parados em casa.

O preço varia conforme o tipo e a quantidade de produtos. Roupas, Calçados e Materiais Esportivos podem render valor médio de R$ 350,72, enquanto Livros/CDs podem chegar a R$ 160,96.

Os itens com potencial maior de venda tendem a gerar valores mais altos. O preço médio de um celular parado em casa, por exemplo, pode chegar a R$ 1.039,32, já o de um videogame a R$ 673,30.

Oferta e demanda 

O levantamento da OLX também mostra a relação entre os itens mais explorados no mercado de seminovos e usados. Segundo a pesquisa, Roupas, Calçados e Materiais Esportivos representam 45% do volume de itens parados em casa e são a categoria que os entrevistados têm maior quantidade. Em média, cada brasileiro teria 10,4 peças disponíveis para venda.

A categoria de Livros e CDs aparece em segundo lugar com 35% do volume de itens parados. A média de unidades por pessoa seria de 10,7.

“As duas categorias são também as mais exploradas, o que significa que mais gente comprou e por muitas vezes. Os produtos que os brasileiros mais têm em casa são os mesmos que possuem alta demanda de procura. Desapegar é uma oportunidade de renda extra para quem vende, e de preço mais vantajoso para quem compra”, explica Andries.

Potencial de venda

Na pesquisa, outros itens se destacam por terem alto potencial de venda, apesar da média de unidades por pessoa ser menor quando comparada a outras categorias. São produtos com alta penetração de venda, que mais pessoas compraram, porém poucas vezes.

Celulares correspondem a 32% do volume de itens que os brasileiros têm parados em casa, mas a média de aparelhos por pessoa é de 1,6. Em seguida, Móveis aparecem com 27% do volume e média de 2,3 itens por pessoa. Eletrodomésticos correspondem a 26% do volume de produtos parados, mas com média de 2 itens.

Produtos Eletrônicos representam 25% do total, com média de 1,7 itens por pessoa, enquanto Videogames representa 15% do volume e tem média de 2,1 unidades por pessoa.

“Uma das vantagens de comprar um seminovo ou usado é a flexibilidade de negociação entre comprador e vendedor. Ambos buscam a melhor relação entre custo e benefício, o que pode tornar preços e formas de pagamento ainda mais atrativos”, finaliza Andries.

A pesquisa “Brasil Digital: Itens Parados em Casa”, foi realizada com 1.906 internautas de todas as classes, gêneros e regiões do país, com idade a partir de 16 anos, entre os dias 19 de setembro e 19 de outubro de 2020.



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