Os impactos do aumento da Taxa Selic para a economia e para o cidadão

Commodities, petróleo, empregos, empréstimos e investimentos são afetados

Da Redação | outrosquinhentos.com | São José dos Campos

O Copom – Comitê de Políticas Monetárias do Banco Central elevou a taxa de juros em 7,75% no final de outubro. A decisão de aumentar 1,5 ponto percentual se deu por vários fatores e o principal foi a pressão do mercado financeiro após o governo federal anunciar a possibilidade do estouro do teto de gastos para bancar o novo programa social Auxílio Brasil em 2022.

“O arcabouço fiscal do Brasil mudou muito nas últimas semanas e teve uma deterioração das expectativas. Houve uma piora do cenário das projeções econômicas para este ano. De acordo com a XP, esperava -se um crescimento do PIB de 5,3% que agora foi rebaixado para 5%. O IPCA deverá fechar o ano em 9%, a taxa Selic deverá ficar em 9,25% e o câmbio está previsto para R$5,70”, explicou Rodolfo Manfredini, assessor de investimentos da Plátano Investimentos – XP de São José dos Campos.

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A partir destes cenários as consequências são inúmeras para a economia e para o bolso do cidadão comum.

Para a economia, a elevação da taxa Selic faz as empresas diminuírem investimentos e isso poderá acarretar redução na geração de empregos. Tem impacto também nos preços, proporcionando aumentos de produtos e levando a uma possível diminuição na demanda.

“Temos que lembrar também que a economia brasileira é altamente dolarizada. Muitas commodities são atreladas ao dólar. Um exemplo é o petróleo e isso tem impactado direto no custo do transporte”, lembrou Rodolfo.

Ainda com relação a taxa de juros, outro setor afetado é o de empréstimos e financiamentos. Acarretando o aumento da dívida do brasileiro, já que pequenos e médios empresários recorreram a esse sistema para permanecerem em atividade neste processo de pandemia do coronavírus e agora, na retomada econômica.

O mercado financeiro segue receoso, ainda mais depois da demandada da equipe econômica em consequência ao furo do teto de gastos.

“Um cenário bem complicado ainda indicando muita volatilidade, principalmente por 2022 ser ano de eleição. Para 2022, a XP revisou para baixo o crescimento do PIB de 1,3% para 0,5%. O IPCA deverá girar em torno de 3,9% e até o final do ano que vem, a Selic deverá atingir 11%. Estima-se que a taxa de câmbio permaneça em R$5,70”, pontuou o assessor de investimentos da Plátano.

Mesmo com a alta da taxa Selic, Rodolfo Manfredini chama a atenção para investimentos da renda variável. De acordo com o assessor de investimentos há ações que trazem retornos mais rentáveis que os baseados na taxa de juros.

“Apesar desta alta importante da taxa de juros, ainda tem empresas que pagam dividendos acima deste índice da Selic. Um exemplo é a CSN mineração que tem a previsão de um pagamento de dividendo de 15,5% em 2022. Outros exemplos são: Banco do Brasil com 14,8%, Bradesco com 10,6% e Itaú com 9,4%.  No caso da renda fixa, com a projeção Selic de 11% para 2022, vale pensar numa diversificação de carteira englobando debentures, CRA, CRI e emissão bancária como: CDB, LCI e LCA. Mais do que nunca em períodos como estes com cenários de incertezas fiscais e com estagflação saber investir com estratégia, com auxílio de um assessor de investimentos é saber gerenciar riscos e ter conhecimento para oportunidades”, explicou Rodolfo Manfredini.

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