Piso claro ou escuro? Saiba quando usá-los nos ambientes

Arquiteta aborda a importância do tom do revestimento no resultado do projeto e explica qual pode ser mais adequado para cada cômodo de um lar

Da Redação | outrosquinhentos.com

O living assinado pela arquiteta Karina Korn recebeu cores mais sóbrias em sua composição, sendo assim, o piso, que segue uma nuance de bege, foi escolhido para manter essa atmosfera mais clean | Foto: Eduardo Pozella

Se engana quem pensa que a cor do piso não interfere na composição do décor como um todo. Esse é um dos passos mais importantes durante a execução ou reforma de um espaço e há quem diga que esse é um passo tão relevante quanto definir as cores das paredes.

Ao apostar na tonalidade certa para o revestimento, além do resultado estético, também é possível transmitir algumas sensações específicas. Por exemplo, se os moradores desejam uma atmosfera mais clean, é fundamental optar por cores mais claras, que refletem tranquilidade.

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De acordo com a arquiteta Karina Korn, à frente do escritório Karina Korn Arquitetura, é de suma relevância que as tonalidades do piso sejam discutidas com os proprietários durante o processo da decoração de interiores, evitando problemas futuros. “Considerando que estamos nos referindo ao acabamento das maiores superfícies de um lar, o revestimento do piso precisa ir de encontro com o estilo de décor escolhido”, explica. Para ajudar na hora da escolha, a profissional separou dicas e inspirações. Confira a seguir!

Piso claro ou escuro? Qual usar?

Para começar, é valioso destacar dois pontos: em linhas gerais, tons claros contribuem para a percepção de espaços maiores, enquanto os escuros passam a impressão de que o ambiente é menor.

Como já dito, o piso claro, além de conferir amplitude, colabora para a criação de uma atmosfera plácida e elegante, além de contribuir para um cômodo mais arejado, principalmente quando empregado em todo o perímetro. “Sem contar a sua discrição, que nos permite evidenciar os demais elementos decorativos”, conta Karina Korn.

Nesse caso, é possível ousar na escolha das cortinas e almofadas, bem como móveis e acessórios. Essa decisão igualmente possibilita o emprego de tons mais vibrantes nas paredes. “Para quem tem em casa crianças e pets, o piso claro é uma alternativa mais assertiva, uma vez que arranhões, sujeiras ou manchas deixarão apenas sinais sutis, ao contrário do escuro”, sugere a arquiteta.

Ao projetar esta sala de jantar, a profissional investiu no piso de madeira em uma nuance mais clara. No equilíbrio, os móveis instalados receberam cores mais escuras, como o aparador e 10 posições de cadeiras | Foto: Eduardo Pozella

Já os revestimentos escuros, sobretudo os de madeira trabalhada ou porcelanato e cerâmica em degradês mais próximos ao marrom, são perfeitos para quem gosta de um décor com estilo contemporâneo.

Ao contrário da madeira, o piso preto é difícil de limpar e a tendência é que os moradores enjoem rápido, então, o ideal é que integrem apenas um ambiente e não a casa inteira. “Se o intuito é criar uma atmosfera mais clássica, eu recomendo pisos laminados”, explica a arquiteta.

Nesta cozinha, o revestimento preto criou um contraste agradável com a marcenaria escolhida e também com o ladrilho hidráulico colorido e vibrante presente nas paredes | Foto: Eduardo Pozella

No home theater, a madeira foi escolhida como revestimento. Para não ficar um ambiente totalmente escuro, o branco foi adicionado nas paredes, assim como na marcenaria que dá suporte à televisão e ao espaço do home office | Foto: Eduardo Pozella

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