Quarentena: o que você aprendeu sobre Álcool em gel para higienização de mãos e objetos?

Dermatologistas explicam sobre uso e alertam sobre cuidados com o manuseio do produto. Saiba também como evitar ressecamento de mãos e unhas devido ao uso frequente do álcool gel

por outrosquinhentos.com

O álcool em gel a 70% é um dos itens mais procurados atualmente no Brasil, sobretudo desde que foi decretada pandemia de coronavírus.  Com a continuidade do isolamento e necessidade do uso de máscaras, lavagem das mãos e aplicação de álcool em gel para higienização das mãos e objetos, médicos explicam sobre o impacto do produto na pele.

“O álcool em gel é antisséptico, atua na parede celular do agente infeccioso, desestruturando as proteínas ou lipídios que a revestem. O 70% do rótulo refere que existem 70 partes de álcool para 100 do produto final. Ou seja, em cada 100ml de formulação em gel, 70ml são puro álcool. Os outros 30% do frasco são feitos de água e de um espessante. A combinação confere a consistência de gel, o que reduz o potencial incendiário do álcool e prolonga seu tempo de ação nas superfícies”, explica Dra. Laís Leonor, dermatologista da clínica Dr. André Braz ( RJ).

No atual cenário, a médica recomenda que é necessário lavar a mão com água e sabão assim que puder antes de passar o álcool gel pois os resíduos orgânicos nas mãos prejudicam a ação do álcool em gel.

A dermatologista Dra. Fabiana Seidl, do Rio de Janeiro,  explica que o álcool isopropil 70% seja líquido ou em gel é o mais indicado para a assepsia por ser o mais efetivo na eliminação de bactérias, fungos ou vírus (inclusive o coronavírus). A médica também indica que ele é eficiente para o processo de higienização de superfícies e objetos.

Dra Fabiana informa que o álcool de limpeza normal não é recomendado. “Álcool 96%, não consegue eliminar completamente os vírus e bactérias e resseca demais a pele. Receitas caseiras de álcool gel também não são indicadas”.

A dermatologista Fabiana Seidl faz também um alerta: “As pessoas que ficam com as mãos muito ressecadas ou tem dermatites o hidratante para mãos pode ser usado depois da secagem completa do álcool a 70%”.

Para o médico Dr. Franklin Veríssimo que dirige clínica em Fortaleza (CE), “O uso de sabonetes, detergentes ou substâncias alcoólicas (como o álcool em gel a 70%) em excesso destrói camadas de proteção da pele, o que facilita a perda de água e a desidratação e, por fim, o ressecamento excessivo que pode levar a dermatites e ferimentos. Com o surto do Coronavírus, as pessoas estão usando com muita frequência álcool em gel, além da lavagem constante com sabonetes, e nós médicos recomendamos que após a higienização a pessoa use algum hidratante específico para as áreas das mãos. Esse hábito evitará possíveis ferimentos e outras lesões de pele”.

“Há muitos bons hidratantes no mercado, alguns mais sofisticados com toque mais seco e suave e com ativos adicionais, como antioxidantes e ativos contra manchas. Alguns ativos formam uma espécie de barreira, que ajuda a manter a hidratação da pele, como a glicerina e os óleos vegetais e, entre os óleos, destaco o alto poder de hidratação da manteiga de karité”, explica Dr. Franklin.

O médico destaca que se a pele estiver muito ressecada é bom optar por fórmulas que tenha um poder de hidratação ainda maior, como as que contém ureia na formulação. “Outros ativos como a alantoína, o Aloe Vera, as ceramidas, D-Pantenol (Pró-vitamina B5), a Vitamina E e o Ácido Hialurônico ajudam a hidratar e alguns deles possuem funções adicionais. E não esqueça de dar Preferência a Produtos com Proteção Solar”, completa Dr. Franklin Veríssimo.

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