Quiropraxia, a técnica que vai além dos estalos

O alinhamento do corpo precisa ser feito por um profissional habilitado

Da Redação | outrosquinhentos.com

Quem nunca sonhou que a frase: “tirar as dores com as mãos” fosse realmente possível? Essa pode ser a realidade da técnica milenar usada na quiropraxia, o nome que vem do grego “quiro” (de mãos) e “praxia” (prática), significa “prática feita com as mãos”.

Conhecida pelos chineses, hindus e egípcios antigos, a técnica busca mais que soluções paliativas para minimizar dores nas costas, pescoço e articulações. A quiropraxia busca promover um alinhamento corporal complexo e interligado, que trabalha o relacionamento entre a estrutura musculoesquelética (coluna/articulações) e a função (fluxo de informação), comandada principalmente pelo sistema nervoso.

A técnica que faz parte, desde 2017, da lista de Práticas Integrativas e Complementares do Sistema Único de Saúde (SUS) é indicada para casos de dor ciática, hérnia de disco, torcicolo, lesões por esforço repetitivo, lombalgia, restrições ou dificuldades de movimento. Segundo o Ministério da Saúde, a prática terapêutica que atua no diagnóstico, tratamento e prevenção das disfunções promove ajustes na coluna vertebral e outras partes do corpo, visando a correção de problemas posturais, o alívio da dor e favorecendo a capacidade natural do organismo de autocura.

No primeiro encontro é realizada uma conversa com o paciente e em seguida um exame clínico. Só depois o profissional traça uma estratégia específica. Segundo o quiropraxista, Igor Hayashi “na primeira consulta sempre faço uma avaliação, afinal as pessoas são únicas e os corpos são diferentes uns dos outros”. Igor ainda conta que segue um protocolo há quase 15 anos, mas dependendo da lesão do paciente, pode modificar as técnicas ao longo da sessão.

A técnica que pode ser feita desde crianças até idosos geralmente tem duração de uma hora. Contudo, a quantidade de sessões muda de acordo com o diagnóstico. “Depende muito do problema do paciente. Uma hérnia de disco indico sempre de oito a 12 sessões, atendendo quase todos os dias ou três vezes na semana. Mas também tenho pacientes que fazem uma sessão por mês apenas para alinhar o corpo”, explica Hayashi.

Enquanto uma sessão de massagem tem como princípio aliviar tensões, relaxar o corpo e amenizar dores, e pode ser feita por qualquer pessoa sem a necessidade de uma avaliação específica, a quiropraxia precisa de uma avaliação detalhada e deve ser executada por um profissional, pois corrigirá o desalinhamento da coluna e das articulações. Hayashi frisa a importância da manipulação ser feita por um profissional: “Não é tão perigoso estalar. Só precisa fazer os ajustes no sentido certo, mas feita por uma pessoa não habilitada pode quebrar ossos, acontecer uma lesão ligamentar ou luxação”.

Cada paciente é único

A empresária Ana Mamakin, que há quatro anos faz sessões de quiropraxia, conta que estava apavorada na primeira sessão. “Minhas mãos suavam, eu tinha muito medo de me machucar ou de sentir mais dores”, lembra. Hoje a empresária acha a sessão muito tranquila e já não se assusta mais com os estalos. “Eu acho super legal estalar, eu até gosto, o estalo faz toda a diferença”, conta.

Ana é adepta das atividades físicas e procurou a técnica porque sentia muitas dores nas costas após a malhação. “O desconforto sempre surgia após a prática do esporte, então fui aconselhada pelo pessoal da academia a procurar um profissional para aliviar minhas dores e também melhorar a postura”. A empresária ainda conta que é recorrente a ida ao quiropraxista “como eu faço muito exercício e pratico muito esporte, volta e meia estou com dor, e a solução que encontrei para aliviar foram as sessões de quiropraxia”.

Alívio é a palavra que a criadora de conteúdo Caroliny Marra usou para definir sua experiência com a quiropraxia. “As sessões são prazerosas e trazem muito alívio às dores nas costas e nervo ciático, além de restabelecer o reequilíbrio e postura”, declara.

Aos 16 anos, a criadora de conteúdo teve um torcicolo e a fisioterapeuta que a atendia na época indicou a técnica. Desde então, sempre que tem dores e incômodos, Carolliny procura aliviar o desconforto em sessões. Até durante a gravidez ela segue fazendo a técnica e indicando aos amigos “sempre recomendo para quem se queixa de dores, inclusive para as grávidas, como eu, que não podem tomar remédio e tem muitos incômodos com dores nas costas”.

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