Rótulos das embalagens precisam ser lidos com atenção, alerta especialista do Senac São José

Procedência da matéria-prima e processo de fabricação do produto também interferem na escolha do consumidor

Da Redação

Ler o rótulo das embalagens é essencial para o consumidor ter conhecimento das substâncias que vai ingerir. Valor energético, carboidratos, proteínas, gorduras totais, gorduras saturadas, gorduras trans, fibra alimentar e sódio, por exemplo, devem estar declarados no rótulo, item obrigatório para alimentos produzidos, comercializados e embalados na ausência do cliente.

Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), entretanto, apenas 25,1% da população compreende totalmente as informações contidas nos rótulos. Para auxiliar na interpretação desses dados, Karina Galvão Baruel, docente da área de gastronomia do Senac São José dos Campos, explica quais itens são importantes verificar antes de comprar um produto.

“O primeiro passo é conferir data de validade, lista de ingredientes e se há alguma composição alergênica para a pessoa que irá consumir o alimento. Outro fator importante é o Valor para Consumo Diário (VD), baseado na dieta de 2000 kcal de um adulto. Ou seja, um adulto que necessite diariamente 2000 kcal, ao consumir uma porção de um alimento com 200 kcal, já terá ingerido 10% da energia necessária para um dia.”

Karina ressalta ainda que os corantes e conservantes são aditivos alimentares e devem ser evitados. Porém, não somente eles. “Aromatizantes, edulcorantes, estabilizantes, antiumectantes, emulsificante e antioxidantes, se consumidos em longo prazo, são prejudiciais à saúde. Quanto mais aditivos um alimento contém, menos natural ele é.”

Com o consumo responsável ganhando cada vez mais adeptos, conhecer a origem da matéria-prima e as práticas socioambientais das marcas tem pesado cada vez mais na escolha do consumidor. “Empresas que se preocupam com o meio ambiente e com a saúde do consumidor, utilizando menos aditivos, agrotóxicos e embalagens, são mais valorizadas pela sociedade.”


“Aromatizantes, edulcorantes, estabilizantes, antiumectantes, emulsificante e antioxidantes, se consumidos em longo prazo, são prejudiciais à saúde. Quanto mais aditivos um alimento contém, menos natural ele é.” – Karina Galvão Baruel, docente da área de gastronomia do Senac São José dos Campos


Uma alternativa que pode ser mais saudável e sustentável, de acordo com a docente, seria priorizar mercadorias produzidas localmente. “Elas são mais frescas, poluem menos a atmosfera por não serem transportadas a longas distâncias, e ainda estimulam o desenvolvimento da economia local, beneficiando os produtores da região”, finaliza.

, , , , , , , , , ,