Tensão global no mercado de ações sinaliza crescimento “freado” com oportunidades

O Ibovespa opera negativo em 2021 e rodeia a casa dos 110 mil pontos. As bolsas pelo mundo também estão gerando um certo “desconforto” e desconfiança

por Gustavo Neves, para outrosquinhentos.com*

Quem acompanha os noticiários já sabe que a economia mundial demorará um pouco para voltar aos mesmos patamares pré-pandemia do covid. Hoje enfrentamos variáveis que afetam o crescimento de diversas economias ao redor do mundo como, por exemplo, a inflação e a diminuição, ainda que lenta, dos incentivos monetários por parte dos bancos centrais mundiais. Tudo isso reflete diretamente nos investimentos, como acompanhamos as oscilações nas bolsas de valores mundiais.

Na Bolsa Brasileira (B3), setores como o varejo e de tecnologia foram os mais impactados nos últimos três meses. Essas empresas foram precificadas muito abaixo do que é considerado um preço justo na visão de diversos analistas. Devemos lembrar que a economia vive de ciclos e que as empresas, quando bem geridas, tendem a refletir seus preços justos no futuro.


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Esse fenômeno que acomete as ações faz com que haja uma distorção nos preços das negociações diariamente, estando também, o valor, muito atrelado ao ambiente de incertezas que permeiam o mercado.  O país segue num momento de alívio, em decorrência da carta divulgada pelo presidente Bolsonaro após o 7 de setembro, porém, ainda pairam no ar indagações sobre a situação fiscal do país, sobre trajetória de juros e risco inflacionário, impactando não somente no Brasil as duas últimas.

Apesar dos pesares, no mercado dos investimentos existem oportunidades. O investidor que tem sangue frio e que já viveu outras situações como essa, enxerga a bolsa com muitas possibilidades de ganho a longo prazo, já que, cedo ou tarde, o mercado acaba “corrigindo” as distorções de preços sofridas com a queda.

Obviamente, quando mais próximos estamos das eleições maior e mais intenso é o “ruído” no campo político, principalmente nas questões que envolvem os personagens responsáveis pela recuperação econômica do país, como o ministro Paulo Guedes e Roberto Campos, presidente do Banco Central. Em decorrência dessa situação, o pequeno investidor torna-se cada vez mais avesso ao risco e receoso com relação aos rumos do mercado.

Por outro lado, abre-se um leque de oportunidades no mercado acionário. Com paciência, conhecimento e sabendo aproveitar e traçar estratégias sólidas – respeitando o seu perfil de risco – o investidor sairá dessa crise ainda mais experiente, forte e vitorioso. Refletindo positivamente para a economia em geral pois, onde há investimentos, há crescimento, há novos negócios e consequentemente, empregos.

*este conteúdo é uma contribuição de Gustavo Neves, economista e assessor de investimentos da Plátano Investimentos. Os textos dos colunistas são de responsabilidade de seus autores e não necessariamente expressam a opinião de outrosquinhentos.com

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