Trabalhabilidade: a realidade do novo mundo

Pandemia, crises políticas e econômicas, empresas fechando as portas, 12.8 milhões de pessoas desempregadas e um mercado cada vez mais exigente. E agora?

por Andreza Silva, para outrosquinhentos.com*

Realmente, são muitos os desafios a serem superados, mas como em qualquer outra situação de mudanças disruptivas, podemos ter estratégias para extrair o melhor de cada contexto e, quem sabe, conquistar uma oportunidade.

Mas, por onde começar?

Primeiro, desapegue do que o emprego representa. Muitas pessoas buscam estabilidade, enquanto que isso não garante uma carreira de sucesso. E se pararmos para pensar, a estabilidade é uma utopia.

Se adapte ao contexto: Se faltam empregos, o que sobram são trabalhos de diversas modalidades, com inúmeras possibilidades.

O futuro é do trabalho.

E essa realidade, com empresas mais dinâmicas, nos forçará a ter mais autonomia para desenvolver as competências necessárias, buscando por qualificações constantes.

Além disso, ainda teremos uma competição desleal com robôs e algoritmos. Esses recursos não adoecem, são programados para coletar dados e transformá-los em informação em velocidades cada vez mais exponenciais, sendo, de longe, a melhor opção para tarefas monótonas e repetitivas.

Cabe a nós, meros mortais, explorar o que há de melhor na humanidade (ora esquecida num cantinho escuro) e buscar por atividades que não podem ser automatizadas ou programadas.

Leandro Karnal, no curso Competências Profissionais, Emocionais e Tecnológicas para tempos de mudanças da PUCRS, bateu nessa tecla o tempo todo:

“Em uma crise, a Inteligência Emocional é a diferença entre fracasso e sucesso”.

E ele não estava falando somente dessa crise que estamos enfrentando (e que é só a ponta do iceberg). Isso vale para todos os tipos de crise, com menor ou maior abrangência. Vale para gestão de conflitos nas organizações, para crises familiares, para todas as situações nas quais precisamos nos posicionar e, até, nos reinventar.


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Então, como posso aproveitar essa situação?

  • Se capacite e aprimore suas competências que podem ser aproveitadas em atividades mais criativas e estratégicas.

  • Tenha em mente que, a todo momento, você precisará ser resiliente e se adaptar às novas situações.

  • Desenvolva sua inteligência emocional. Aprenda a gerenciar emoções e hábitos, seus e dos outros.

  • Saia da zona de conforto e pare de repetir padrões que não fazem mais sentido. O mundo precisa de novas respostas para os novos problemas. Questione, solucione problemas, quebre paradigmas, mude seu mindset.

  • Tenha atitude. A intenção por si só não muda nada. Você precisa colocar em prática.

Aliás, outro ponto muito importante que devemos considerar é como nós encaramos essas transformações. Esse pode ser considerado o ponto crucial entre compor os dados estatísticos dos desempregados e desalentados* e conquistar uma vaga ou posição almejada.

Se você adotar a mentalidade de que vai esperar tudo se normalizar para ver o que precisa ser feito, você já está ultrapassado.

Por outro lado, se você está se esforçando para acompanhar as tendências e se desenvolver conforme as demandas surgem, você pode ser considerada uma pessoa atualizada.

Mas, quer saber? Ainda assim, você pode ficar para trás.

Você precisa se antecipar às transformações, ter uma visão mais ampla dos impactos dessas mudanças no seu contexto e fora dele, precisa estar à frente, ser ágil. Assim, você se tornará um outlier e será indispensável para o mercado.

Então, se você almeja o sucesso, comece a se portar como uma pessoa de sucesso.

Nessa nova realidade mudaremos de trabalho com mais frequência. Isso aumentará nosso repertório e aumentará nossas possibilidades de atuação, mas exigirá de nós a mentalidade de crescimento para que sejamos um lifelong learner, buscando o aprendizado contínuo e autônomo.

Portanto, seremos capazes de transformar nossa realidade, quando nos tornarmos protagonistas da nossa própria história, e assumir a responsabilidade pelos nossos resultados.

E você, está pronto para o novo mundo?

*Desalentados: pessoas que gostariam de trabalhar e estariam disponíveis, porém não procuraram trabalho por acharem que não encontrariam.

*Os textos dos colunistas são de responsabilidade de seus autores e não necessariamente expressam a opinião de outrosquinhentos.com



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