Fernando Ferreira

Uma outra perspectiva sobre a Inteligência Emocional

O termo inteligência emocional tem sido pauta frequente quando tratamos de comportamento humano
Por Fernando Ferreira, para outrosquinhentos.com*

O termo inteligência emocional tem sido pauta frequente quando tratamos de comportamento humano. No entanto, ao me deparar com diversos materiais sobre o tema, percebi que existe uma nuance em relação à “falta de inteligência emocional”pouco abordada.

Para um melhor entendimento sobre o que abordarei preciso educar sobre dois padrões comportamentais distintos. Existem pessoas que tendem para um padrão e outras pessoas tendem para outro.

Observe o movimento do seu coração, do seu pulmão: o movimento pulsatório. O movimento que vai para fora e para dentro.
Seguindo essa analogia, existem pessoas “para fora” e pessoas “para dentro”.

Numa situação em que existe algum conflito algumas pessoas tendem a ir para fora: respondem, se posicionam, atacam… Outras pessoas tendem a ir para dentro (dentro de si mesmas): calam, não falam, não se posicionam, se contém.

Quando a pauta é inteligência emocional o que ganha evidencia, de maneira geral, é o padrão Overbound de ir para fora: pessoas sendo agressivas, respondendo de maneira enérgica. Essas são as pessoas que geralmente são classificados como “não inteligentes” emocionalmente falando.

Mas, existe essa outra perspectiva comportamental pouco abordada: o comportamento de não expressão.

Em meu consultório atendo com frequência pessoas que relatam sofrimentos psíquicos resultantes da não expressão. Pacientes Underbound (para dentro) compartilham diversas situações nas quais houve algum tipo de antagonismo em relação a qualquer tema e elas não conseguiram falar, se expor, se posicionar, dizer não, confrontar, etc.

Resultado disso: sofrimento, angústia, tensão psíquica, em casos mais acentuados, até mesmo a depressão.

Podemos entender essa problemática como a necessidade de se desenvolver inteligência emocional, assim como a necessidade de pessoas overbound aprenderem a responder às coisas com menos intensidade.

Ambos precisam desenvolver inteligência emocional, porém com necessidades de aprendizados comportamentais distintos.

Pessoas Overbound e Underbound podem se beneficiar de um processo terapêutico para conseguir compreender seus padrões comportamentais e aprender a modular as respostas que vem de maneira involuntária diante de algum conflito. Ou seja, a pessoa Overbound, sem perceber vai pra esse lugar do confronto; a pessoa Underbound, quando se dá conta, já cedeu ou fugiu do conflito.

Em ambos os casos, os padrões comportamentais são passiveis de influência voluntária e podemos aprender a formar novas respostas emocionais e comportamentais: respostas mais inteligentes, emocionalmente falando.

*este conteúdo é uma contribuição de Fernando Ferreira, psicólogo especialista em ansiedade para empreendedores e pessoas que buscam alta performance em suas vidas. Os conteúdos assinados são de responsabilidade dos colunistas autores convidados e não necessariamente representam a opinião de outrosquinhentos.com

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