Volta às academias: como evitar lesões e melhorar o desempenho

Depois de meses em quarentena, as academias iniciaram o processo de reabertura na Fase Amarela do Plano São Paulo, em São José dos Campos

por outrosquinhentos.com

Os cuidados sanitários pelos centros de treinamentos estão sendo tomados e cada um terá que fazer sua parte em combate a propagação do COVID–19.

E os educadores físicos alertam também que a volta às atividades tem que ser gradual e com cuidados para evitar lesões porque é natural que tenha ocorrido uma redução no nível de condicionamento.

O personal trainer de São José dos Campos, Eid Nogueira explica que a retomada de exercícios se dará para três realidades: da pessoa que manteve a prática de exercícios, mesmo que em menor intensidade; a que parou de vez no isolamento social e da nova geração sedentária provocada pelo coronavírus.

Os dois últimos casos contribuem para a obesidade e o sobrepeso e é um fator de risco para diversas doenças.

“O autoconhecimento corporal será muito importante. As pessoas irão perceber que condicionamento físico já não é mais o mesmo. Isso ocorre devido a perda do condicionamento e da massa muscular que poderá afetar a sustentação da estrutura óssea e uma lesão pode ocorrer facilmente”, comentou Eid Nogueira.

Recomeço sem exageros

A pessoa tem que entender que ela não irá retomar o exercício físico da onde parou antes da quarentena, quem for treinar tem que conscientizar que começará do zero e de maneira gradual.

O exagero nesse momento pode trazer danos irreversíveis, por isso a orientação profissional é imprescindível. É o treinador que irá conduzir de forma segura e direcionada esta fase de retorno.

“Avaliar as condições cardiorrespiratórias e neuromusculares fazem parte de um processo de segurança para que o aluno tenha benefícios com atividade física, que seriam a melhora do sistema imunológico e acima de tudo, o ganho na qualidade de vida e para a saúde tanto física quanto mental”, ressaltou o personal.

Quem praticou exercícios em casa terá que entender que o treino caseiro com o próprio peso do corpo é diferente dos praticados com barras, halteres e aparelhos, pois, estes equipamentos promovem outros tipos de estímulos.

“Para as pessoas que fizeram exercício em casa ou ao ar livre, é fundamental trabalhar nesta retomada os exercícios aeróbios com alongamento e também, os exercícios de fortalecimento de toda a musculatura dorsal e paravertebral assim como, os femorais, os isquiotibiais e os gêmeos”, comentou Eid Nogueira.

Agora, se a pessoa ficou sedentária, sem atividade física alguma, não adianta querer correr atrás do prejuízo. O ideal é fazer um planejamento e estabelecer um programa de exercícios que não haja exageros, praticando de três a quatro vezes por semana.

“Para aqueles que ficaram totalmente parados o ideal é fazer uma semana de exercícios aeróbicos e bastante alongamento, alternando com exercícios localizados como abdominais e lombares”, falou o educador físico.

Vale lembrar que cada corpo é único e a diminuição ou intensidade de carga vai depender da pessoa. Mas, para todos seguem as dicas:

– Capriche no aquecimento e invista em exercícios de mobilidade que ajudam a reduzir lesões.

– Invista em atividades aeróbicas para ganhar resistência e fôlego.

Os treinamentos orientandos vão promover benefícios a médio e longo prazo, voltar a estabelecer uma rotina gradativa não é tarefa fácil, mas deve ser feita até alcançar novamente o condicionamento físico ideal.

Lembrando que a atividade física aumenta a imunidade do corpo e ajuda na prevenção de doenças relacionadas ao sobrepeso como diabetes, hipertensão, cardiopatias, doenças pulmonares entre outras.

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