Finanças

O tesouro direto ainda é atrativo?

Segurança, acessibilidade e diversificação são os principais atrativos para uma das modalidades de investimento mais procuradas pelos brasileiros

Nos últimos anos, o Tesouro Direto tem se consolidado como uma das principais opções de investimento para os brasileiros. Com a promessa de segurança e rentabilidade, o programa governamental de venda de títulos públicos atraiu milhões de investidores.

O Tesouro Direto é um portal lançado em 2002 pelo Tesouro Nacional em parceria com a B3. Sua criação teve como principal objetivo democratizar o acesso aos títulos públicos federais para pessoas físicas, através de um sistema 100% online. Isso significa que os investidores podem comprar e vender títulos do governo diretamente do conforto de suas casas, sem intermediários, o que torna o processo mais acessível e menos custoso.

“Basicamente, ao investir nessa modalidade, o investidor está emprestando dinheiro ao governo em troca de uma remuneração definida no momento da compra do título. Essa remuneração pode ser pré-fixada, ou seja, o investidor sabe exatamente quanto vai receber no vencimento do título; ou pós-fixada, variando de acordo com algum índice econômico, como a taxa Selic ou a inflação”, explica Paulo Cunha, CEO da iHUB Investimentos.

O Tesouro Direto é conhecido pela sua segurança, sendo considerado um dos investimentos de menor risco no Brasil. Além disso, oferece boa liquidez (é possível resgatar o dinheiro a qualquer momento) e é acessível, permitindo aplicações com valores relativamente baixos.

Vantagens de investir no Tesouro Direto 

Investir no Tesouro Direto se apresenta como uma escolha estratégica para quem busca segurança e rentabilidade em seus investimentos. Mesmo com a economia mostrando sinais de recuperação, o Tesouro Direto mantém suas vantagens tradicionais, como:

  1. Segurança: Os títulos públicos são considerados os investimentos mais seguros do mercado, pois têm garantia do governo federal.
  2. Acessibilidade: Com investimentos a partir de R$30, o Tesouro Direto é acessível a pequenos investidores.
  3. Diversificação: Há diversas opções de títulos, como Tesouro Selic, Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA+, cada um com características que atendem diferentes perfis de investidor.

Um ponto de destaque do Tesouro Direto é que os investidores têm a liberdade de escolher entre títulos prefixados, pós-fixados ou híbridos, dependendo de suas expectativas em relação às variações da taxa de juros e da inflação. Essa personalização faz com que seja possível montar uma carteira de investimentos diversificada, reduzindo riscos e buscando maximizar os retornos.

“A questão em si não é se vale ou não investir no Tesouro Direto, o ideal é que todo investidor tenha uma diversificação nas suas aplicações e o Tesouro Direto é uma das opções que temos. Por se tratar de um risco menor do que outros investimentos mais arrojados, claro que ele pode ser mais recomendado para perfis conservadores e deve aparecer com mais frequência nas carteiras de investimento dos brasileiros”, explica Paulo Cunha.

Além disso, o Tesouro Selic é frequentemente escolhido por investidores para compor a reserva de emergência. Primeiro, sua liquidez diária permite que o investidor resgate o valor aplicado a qualquer momento, o que é essencial para uma reserva de emergência.

A facilidade de acesso é outro ponto positivo. Com poucos cliques em uma plataforma online, o investidor consegue aplicar ou resgatar seus recursos. Isso sem contar a transparência e as informações disponíveis sobre o Tesouro Direto, permitindo que mesmo quem tem pouco conhecimento sobre investimentos faça suas operações com confiança.

Enquanto a economia brasileira atravessa um período de incertezas, o Tesouro Direto permanece como uma âncora de segurança para muitos, reafirmando seu papel crucial no portfólio dos investidores.

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